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Oprah Winfrey sonha em estrear na Broadway

A apresentadora analisa vários projetos, enquanto trabalha como coprodutora de ‘A Cor Púrpura’, numa versão musical em cartaz em Nova York

Michael Paulson, THE NEW YORK TIMES

15 de maio de 2016 | 03h00

Há 34 anos, Oprah Winfrey vem revisitando A Cor Púrpura, como leitora, intérprete e produtora. Na noite de terça, 10, lá estava ela no Teatro Bernard B. Jacobs, falando baixinho a letra das músicas, agitando as mãos no ar e chorando, mais uma vez.

“Chorei sem pudor”, disse às atrizes Cynthia Erivo e Danielle Brooks, indicadas para o Tony, quando foi abraçá-las nos bastidores depois de ver pela segunda vez à nova montagem da versão musical da história.

Oprah, que apareceu na adaptação cinematográfica do romance e é coprodutora do musical, voltou ao show na terça para a primeira exibição com Heather Headley, vencedora do Tony e ex-intérprete de O Rei Leão e Aida de Disney, que sucedeu Jennifer Hudson como a cantora de boate Shug Avery.

Ela está imaginando o que seria preciso para pisar no palco como atriz. “Penso em vir para a Broadway, mas quando vejo quanta energia é preciso ter todas as noites, fico em dúvida”, disse em entrevista por telefone na quarta, 11. “Estou procurando o material perfeito. Se aparecer, vou trabalhar nele.”

Oprah está interessada em trabalhar com Audra McDonald, vencedora de 6 Tonys. Elas fizeram duas leituras de Night, Mother, de Marsha Norman, e The Blood Quilt, de Katori Hall, mas Oprah não levou adiante nenhum dos projetos.

A Broadway é particularmente exigente: seria um compromisso de cerca de 16 semanas e uma mudança temporária para NY (ela mora na Califórnia). A única coisa de que ela tem certeza é que sua estreia na Broadway, se é que haverá uma estreia, será numa peça e não num musical. “Não sei cantar.”

Oprah afirma que a história de A Cor Púrpura, da jovem Celia que é estuprada quando menina e cujos filhos lhe são tirados, encontra uma profunda ressonância pessoal nela.

“Muitos sabem que fui estuprada aos 9 anos e molestada até os 14 e tive um filho que morreu. Quando li a história, foi a primeira vez que me ocorreu que essas coisas acontecem com os outros também.”

Oprah trabalhava como âncora de TV em Baltimore quando ouviu falar no romance de Alice Walker, vencedora do Pulitzer, em 1983. Adorou o livro e estava ansiosa por estar no filme. Quincy Jones a viu na TV e sugeriu a Steven Spielberg que a visse, Ela recebeu uma indicação para o Oscar 1986 pelo papel de coadjuvante como Sofia, a mulher que resiste aos abusos do marido.

“Nunca quis tanto algo como aquele papel. Ele tem um sentido muito profundo”, contou. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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