O tiro atinge o próprio pé

Trovão Tropical tira sarro de si mesmo ao parodiar os típicos clichês de Hollywood

Gustavo Miller, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 20h58

. O deboche de tudo e de todos é o grande trunfo de Trovão Tropical, uma das melhores comédias do ano passado (se não for a melhor). Escrito, produzido e dirigido por Ben Stiller (que também atua), o longa é puro besteirol - mas com críticas inteligentes, que miram para o próprio pé. No caso, Hollywood.O filme mostra os bastidores de uma megaprodução: um épico de guerra sobre o Vietnã, que tem em seu elenco um astro de blockbusters de ação (Stiller, como Tugg Speedman), um comediante "drogadito" (Jack Black), um rapper (Brandon T. Jackson) e um premiado ator metódico - Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.). Os quatro travam uma intensa batalha de egos e têm a sua volta diversos assistentes, empresários e agentes. Quem tem de controlá-los é o diretor estreante Damien Cockburn que, após uma semana de filmagens, tem seu cronograma atrasado e orçamento estourando US$ 100 milhões além do previsto.Desesperado, o diretor joga os atores no meio de uma floresta, dando-lhes apenas um mapa e um roteiro. Eles serão filmados escondidos, como em um reality show. O que se vê daí são diálogos memoráveis e politicamente incorretos, que tiram sarro do mundo do cinema e de seus clichês. Downey Jr., para variar, é um show à parte. Mas quem rouba a cena é (acreditem) Tom Cruise, como um executivo escroque e obeso.

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