'O texto do Lauro me veste naturalmente'

Gabriel Braga Nunes não gosta de ver novela, mas adora atuar em uma - já está na 13ª trama, sendo 5 na Record. Esse traço, paradoxal, é quase nulo diante da dualidade do personagem Tony, que Gabriel interpreta em Poder Paralelo. Durante a trama, seu personagem vai ficar entre a vida de herói e mafioso, até que a história se revele.

Julia Contier, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2009 | 23h42

E é sobre o papel da vez que o ator fala ao Estado.

Como será seu personagem?

Pra todos os efeitos, ele é um comerciante de azeite e vinho. Porém, existe uma forte suspeita de que ele seja envolvido com a máfia. Ao mesmo tempo, existem fortes suspeitas de que ele seja um justiceiro - um policial infiltrado para desmascarar o crime organizado. A vingança, a Vendetta, é outro traço fortíssimo. É isso que vai mover o personagem depois que matarem a sua família num atentado.

O que o atrai no Tony?

Sabendo da importância do personagem em uma obra do Lauro, já fico com vontade de fazer a novela. Quando ele me falou da dualidade do personagem, aí fiquei seduzido como ator. Fiquei feliz também de poder experimentar duas coisas tão diferentes, já que tinha acabado de fazer o vampiro Taveira (em Os Mutantes).

Você teve que mudar o visual?

Não que eu tive, eu quis. Percebi que seria bom emagrecer e tirar a barba. Aquele visual caía muito bem pro vampirão, de Mutantes. Já o Tony é um cara super elegante, casado com uma condessa, que tem ternos superbem alinhados.

Como é trabalhar com o Lauro?

É a segunda novela do Lauro que faço e isso me enche de orgulho porque, além da importância histórica dele, me identifico com ele. Não gosto de me preparar para as novelas do Lauro, prefiro que o texto dele me prepare. Parece que ele me veste naturalmente.

Você nem leu o livro?

Não, não quis me preparar. Eu quis ir pra Itália e me imbuir do universo nesse trabalho. Estar lá, no berço da máfia italiana, isso me ajudou muito.

Como tem sido repetir o trabalho com o Tuca (Andrada) e com a Paloma (Duarte)?

O Tuca tem sido meu parceiro em várias novelas e é meu grande amigo pessoal. Com a Paloma eu já tenho 500 capítulos de casado, juntando Terra Nostra e Cidadão Brasileiro. Agora vamos pra 700 capítulos. Isso é muito engraçado. São dois amigos queridos com quem adoro trabalhar.

Pitadas do folhetim

Itália: As primeiras cenas da novela foram gravadas nas cidades de Palermo e Tonnara di Scopell, região da Sicília.

Atentado: Assim como acontecia com Michael Corleone (Al Pacino) em O Poderoso Chefão, Tony Castellamare verá a mulher morrer na explosão de um carro, vítima de atentado. Mas Tony sofre ainda mais: as duas filhas gêmeas do casal morrem junto com a mãe.

Máfia: A trama promete retratar a máfia contemporânea e não a dos filmes dos anos 50.

Droga: Inconveniente para uma família que tenta manter certa distância de narcóticos, Rudi Castellamare (Petrônio Gontijo), irmão de Tony, é dependente químico.

Três homens, uma mulher: Fernanda Lira (Paloma Duarte, acima) será uma atriz talentosa, apaixonada por Bruno Vilar (Marcelo Serrado), mas ele é casado. Decidida a esquecê-lo, encontra Rudi e Tony. E terá de escolher.

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