O testamento de um gênio, Chaplin

Luzes da Ribalta. No Telecine Cult, às 15h20. Reprise, colorido, 82 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 22h21

Você pode assistir hoje às 12h30, no Telecine Cult, a uma das grandes comédias de Charles Chaplin, O Circo, mas é melhor assistir, no mesmo canal, um pouco mais tarde, a Luzes da Ribalta, do próprio Chaplin. Exatamente 24 anos separam os dois filmes - O Circo é de 1928; Luzes da Ribalta é de 1952 - e o personagem do segundo não é mais Carlitos, o adorável vagabundo que esculpiu a fama de Chaplin como gênio do cinema.Agora, ele é Calvero, esse velho palhaço que sente que o seu tempo está passando. No teatro em que se apresenta, Calvero apadrinha a bailarina Claire Bloom, que fica paralítica e a quem ele impulsiona a andar (e dançar). O final do filme, um movimento de morte, outro de vida, tem o valor de um testamento do autor.O tema de Luzes da Ribalta é a permanência da arte. O cinema, por sua natureza, busca o eterno e Chaplin rende tributo a outro grande da tela - Buster Keaton. Chaplin e ele têm uma bela cena de vodevil. Por causa do macarthismo, Luzes da Ribalta estreou em Los Angeles somente nos anos 70, quando Chaplin recebeu um Oscar honorário da Academia de Hollywood.

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