O sedutor desejo da transgressão

Meu Nome Não é Johnny acompanha a ascensão e a queda do rei do tráfico de drogas

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2008 | 21h18

Quando estreou no cinema no início do ano, Meu Nome Não é Johnny parecia reverter a tendência de queda de público de filmes nacionais - até a semana passada, era a sétima maior bilheteria de cinema no Brasil, o primeiro entre os longas tupiniquins. Um sucesso merecido, como comprova a versão agora lançada em DVD pela Sony Pictures.   Trata-se da história real de João Estrela, interpretado por Selton Mello, típico garoto da classe média carioca que, empolgado pela ascensão permitida pelas drogas, torna-se o rei do tráfico no início dos anos 1990 até ser preso e virar manchete nos jornais. De chefe de gangue ao banco dos réus, Estrela passa por uma delicada transformação até se redimir graças ao bom senso da juíza Marilena Soares (interpretada por Cássia Kiss), que o considerou viciado, não chefe de quadrilha.   Baseado em uma história real que inspirou o livro de Guilherme Fiuza, Meu Nome Não é Johnny tem na veracidade das interpretações seu principal trunfo, confirmando que o desejo de transgressão ainda é sedutor. Entre os extras, o DVD traz o tradicional cardápio: making of e depoimentos dos principais envolvidos, inclusive o verdadeiro João Estrela.

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