O Pianista celebra a arte contra a barbárie

O Oscar carrega a fama de ser um prêmio injusto ao nem sempre escolher os melhores trabalhos do ano. Há cerimônias, porém, que fãs e críticos são surpreendidos, como aconteceu em 2002, quando a estatueta de melhor diretor foi para Roman Polanski, por O Pianista. Por enfrentar problemas com a justiça, que o impede de entrar em território americano, ele não recebeu o prêmio.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2009 | 01h02

O filme, destaque de hoje do Telecine Cult, às 19h15, remonta, em sua primeira metade, à chegada dos nazistas a Varsóvia e a devastação que sua presença provocou.

Baseado na história real de Wladyslaw Szpilman, famoso pianista na Polônia dos anos 30, o longa, na segunda parte, desvenda os mecanismos da sobrevivência numa situação-limite. Polanski sempre quis fazer um filme para exorcizar suas lembranças de infância, no Gueto de Cracóvia, sob o nazismo. Mas não queria ser autobiográfico, com medo de perder a objetividade.

A partir da história de Szpilman, ele conseguiu ser objetivo, como queria. E, com a cumplicidade de Adrien Brody, que emagreceu 14 quilos para viver o protagonista, faturando o Oscar de melhor ator.

O Pianista. No Telecine Cult, às 19h15. Reprise, colorido, 148 minutos

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