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O passado cobra seu preço em ‘True Detective 2’

Segunda temporada, que estreia hoje, traz dois nomes do primeiro escalão, Vince Vaughn e Colin Farrell

Pedro Venceslau , O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2015 | 04h00

A primeira coisa a se dizer sobre a segunda temporada de True Detective, que estreia neste domingo, 21, na HBO, às 22 horas, é que ela não tem nada a ver com a primeira. O nome e o roteirista (Nic Pizzolato) são os mesmos, mas a série é, na verdade, um longo filme dividido em oito capítulos. 

As comparações, porém, são inevitáveis. Os protagonistas da vez são dois nomes do primeiro escalão, Collin Farrel e Vince Vaughn. A grande pergunta é se eles estão à altura de Matthew McConaughey - vencedor do Oscar de ator com Clube de Compras Dallas - e Woody Harrelson, os astros da versão anterior. Quem está acostumado a ver Vaughn em comédias rasgadas vai se surpreender.

Em True Detective 2 ele interpreta Frank Semyon, um gângster que corre o risco de perder tudo quando sua intenção de começar um novo negócio é abalada pelo assassinato do sócio. O tipo é sofisticado, violento e cheio de fantasmas no armário. Mas mesmo vivendo entre a paranoia e o desespero, está sempre com o terno impecável e a barba feita e geralmente terceiriza a violência propriamente dita. Seu lema diz tudo: “Nunca faça nada quando estiver faminto. Nem mesmo coma”. Pelo que se viu nos três primeiros episódios, Vaughn dá conta do recado. 

O crime, aliás, é o ponto de partida da série. Para investigá-lo entra em cena o policial corrupto Ray Velcoro (Colin Farrell), aquele que costuma distribuir tiros e socos em filmes de ação como Miami Vice. É, de longe, o personagem mais intenso de True Detective 2. Perturbado, alcoólatra e violento, ele se divide entre a agenda do crime e um drama familiar.

No passado, sua mulher foi vítima de um estupro. Ao descobrir que estava grávida, pediu a separação. Enquanto se equilibra entre mafiosos e policiais, Velcoro tenta se aproximar do filho, que vive com a mãe. 

À dupla Farrell-Vaughn, que ilustra o material de divulgação da série, se somam no primeiro episódio mais dois personagens centrais, ambos problemáticos. Rachel McAdams faz a detetive incorruptível Ani Bezzerides. Ela é uma pedra de gelo durante o dia e um pote até aqui de mágoas depois do expediente. O ator Taylor Kitsch faz o policial rodoviário e veterano de guerra Paul Wooddrugh, que enfrenta a repercussão de um escândalo que nunca aconteceu. Ele também foge de um passado difícil e aparenta ser uma bomba-relógio.

A segunda temporada de True Detective estreia com a difícil missão de substituir a cultuada Game of Thrones como carro-chefe do canal. A preocupação ficou evidente no pré-lançamento. Os jornalistas que aceitaram o convite para ver os três primeiros episódios na sequência não puderam deixar a sala de exibição, montada em um luxuoso hotel na capital paulista. “Foi em pedido do próprio Pizzolatto”, explicou uma assessora. Para evitar vazamentos, todos tiveram que assinar um acordo “anti-spoiler” no qual só era permitido falar sobre o primeiro episódio. O final do segundo episódio deixa claro o motivo de tanto mistério. Vale a pena esperar para descobrir. 

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