O novo Tim Burton, belo e sangrento

Em Sweeney Todd, diretor adapta obra de Sondheim e ainda faz Johnny Depp cantar

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2008 | 21h41

Foram quase dez anos de espera até o cineasta Tim Burton realizar sua versão do musical Sweeney Todd, peça mundialmente famosa de Stephen Sondheim. O resultado foi Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Warner), que marca sua sexta parceria com o ator Johnny Depp. Uma espera compensadora, pois se trata do retorno aos bons tempos de Edward Mãos de Tesoura e Ed Wood.   Também por ser um projeto arriscado porque se trata de um musical sombrio e sangrento. Pode-se até dizer - depressivo. Afinal, trata-se da história do barbeiro injustamente preso, deixando abandonadas mulher e filha. Quando finalmente consegue deixar a prisão, descobre que a mulher enlouqueceu e a filha, já adolescente, vive sob a guarda do homem que destruiu seu casamento e agora quer se casar com a menina. A vingança é macabra: ele monta uma barbearia que, na verdade, encobre um esquema em que o freguês é morto e transformado em carne moída para os deliciosos pastéis feitos na padaria localizada no piso debaixo. Mais que um filme com outra figura bizarra, Burton consegue o equilíbrio perfeito entre uma história triste e seu perfeito narrador.

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