O insólito nos filmes de Nicholas Roeg

Ficção do cineasta inglês traz David Bowie como alienígena e faz crescer a coleção do realizador

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2007 | 21h08

O inglês Nicholas Roeg é, antes de cineasta, um grande fotógrafo. São dele as belas imagens de Lawrence da Arábia e Fahrenheit 451. Essa experiência como diretor de fotografia é visível em todos os seus filmes, sendo os melhores os que dirigiu no começo de carreira, especialmente Walkabout (1971) e Inverno de Sangue em Veneza (1973). A Universal coloca agora no mercado um dos melhores de Roeg: O Homem Que Caiu na Terra (1976), que traz David Bowie (foto) como um alienígena. Papel certo para o homem certo. A aparência andrógina do cantor cai bem nessa insólita ficção sobre um humanóide que vem ao planeta atrás de água, vira homem de negócios e enfrenta a ira e concorrência de executivos.Roeg gosta de temas bizarros e atmosfera alucinatória. É igualmente vidrado em histórias que se cruzam como num jogo disjuntivo, do qual sempre emerge uma informação crucial para assustar o espectador. O mercado brasileiro tem alguns títulos do diretor em DVD que sustentam esse argumento, sendo o mais original Malícia Atômica (Insignificance, 1985), que mostra o encontro imaginário entre o maior mito sexual do século 20, Marilyn Monroe, com o maior cientista, Albert Einstein. Recomendáveis também são Contratempo (Bad Timing, 1980) e A Convenção das Bruxas (The Witches, 1990). Como curiosidade vale sua incursão bíblica Sansão e Dalila (1996).

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