Divulgação
Divulgação

O deboche de 'Brooklyn 9-9' superou a concorrência

Produção, que desbancou séries consagradas no Globo de Ouro, chega ao Brasil e mostra dia a dia de delegacia

João Fernando, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2014 | 02h12

Com um incontável número de séries policiais no ar, os norte-americanos - cuja produção televisiva de ficção anda próspera - decidiram tirar sarro de seus agentes de investigação. E parecer ter dado certo. A incursão cômica no universo dos detetives Brooklyn 9-9 passou na frente das concorrentes já consagradas The Big Bang Theory, Girls e Modern Family e faturou o Globo de Ouro de melhor série de comédia deste ano.

Apesar da temática diferente, a atração, que estreia amanhã, às 21 horas, no canal TBS Muito Divertido, tem elementos estéticos semelhantes aos de outras produções do gênero. A movimentação da câmera e o tempo das piadas darão uma sensação de déjà vu ao telespectador. Ambientada na delegacia que dá título à série, a trama mostra o dia a dia de policias piadistas e atrapalhados que, mesmo com o jeito confuso, conseguem solucionar crimes na região menos glamourosa de Nova York.

O canal como anunciou o principal cenário do humorístico como "delegacia onde a lei vigora, mas a ordem não". E a pegada é por aí. O primeiro episódio se desenrola a partir da chegada novo chefe, o Capitão Holt (Andre Braugher), que tentará dar um jeito no detetive Jake Peralta, vivido por Andy Samberg, egresso do Saturday Night Live, como grande parte dos talentos da TV norte-americana.

O protagonista é a estrela do DP. Mesmo com um comportamento infantil, ele consegue desvendar os mistérios dos criminosos com facilidade e faz de questão de registrar seus êxitos para concorrer com Amy Santiago (Melissa Fumero). No começo porém, seu excesso de galhofa o faz bater de frente com o novo superior, com quem contracena em sequências de humor com tons muito acima.

Por aqui, é preciso ficar atento para que a graça das piadas não se perca na tradução. O TBS Muito Divertido costuma exibir seus programas com o áudio em português, o que pode prejudicar parte dos diálogos. Entretanto, há muitas sacadas visuais, tanto pelo figurino quanto pelas atitudes dos personagens, que serão mantidas na TV brasileira. Na contramão das produções de drama, que costumam ir ao ar no Brasil com pouco tempo de diferença em relação aos Estados Unidos - às vezes, no mesmo dia, como o caso de Game of Thrones -, Brooklyn 9-9 chega com atraso de meses, apesar da boa repercussão da estatueta deu à atração.

O elenco principal é repleto de personagens caricatos. Entre os que mais se destacam, além do protagonista, está Rosa Diaz (Stephanie Beatriz). Com pinta de durona, ela assusta os companheiros de trabalho sem dizer uma palavra. O jeito agressivo e silencioso da agente, entretanto, chama a atenção de Charles Boyle (Joe Lo Truglio). Mais confuso que o restante da equipe, ele investe na colega e obtém algum sucesso.

Outro que cai no exagero é o sargento Terry Jeffords (Terry Crews, visto em Todo Mundo Odeia Chris). Funcionário bem quisto, ele viu seu desempenho cair na ações da polícia depois da mulher dar à luz, o que o deixou com medo de participar de atividades mais violentas. Entre os deboches da série, estão as falas do capitão Holt. Assumidamente gay, o que causa espanto em parte do subordinados, ele tira sarro da própria condição ao longo da estreia.

Tudo o que sabemos sobre:
Séries de TV'Brooklyn 9-9'

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.