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‘O Colecionador de Ossos’ chega ao Brasil no formato série, com dez episódios

Série estreou na nesta segunda, 18, às 22h, no AXN, com dez episódios na sua primeira temporada

Mariane Morisawa  , Especial para O Estado

20 de maio de 2020 | 05h00

LOS ANGELES - Estrela de uma série de 15 livros e de um filme (O Colecionador de Ossos, de 1999) com Denzel Washington e Angelina Jolie, o detetive Lincoln Rhyme está de volta – só que agora na tela da televisão. A série de Lincoln Rhyme chegou ao Brasil nesta segunda (18), às 22h, no AXN, com dez episódios na sua primeira temporada. O básico continua o mesmo: Rhyme (Russell Hornsby) é um detetive arrogante e brilhante que fica paralisado depois de cair durante uma investigação. 

Anos depois, um crime com todas as marcas do famoso serial killer Colecionador de Ossos acontece, e Rhyme, de sua cama, acaba aceitando a proposta de desvendá-lo, com a ajuda da policial Amelia Sachs (Arielle Kebbel), responsável por descobrir o corpo em uma de suas patrulhas. Michael Imperioli (Os Sopranos) faz um detetive que costumava ser o parceiro de Rhyme. Para Hornsby, foi um belo desafio. “Aprendi com Shakespeare que o texto é sagrado. É preciso usar as palavras para dar o tom, a ênfase. Alongar algumas palavras e encurtar algumas frases. E também o olhar. Estou utilizando tudo o que aprendi nesses anos todos. Não estaria pronto para este papel uns anos atrás. Espero que o público aprecie o trabalho”, disse, em evento da Associação de Críticos de Televisão, em Los Angeles.

Mas também há algumas diferenças em relação ao material original. Uma delas é que, ao contrário dos romances e do longa-metragem, Lincoln Rhyme não está pensando em suicídio antes de se envolver com o caso. “Achamos que já havia desafios suficientes para nossos personagens no piloto. Também não desejávamos que nosso personagem começasse num ponto tão sombrio e provavelmente não muito moderno”, disse a produtora executiva Rachel Kaplan. “Não queríamos passar a imagem de uma pessoa com deficiência nesse nível de depressão. Era mais interessante mostrá-lo em dúvida se conseguiria fazer seu trabalho e perceber que sim.” Em compensação, Amelia Sachs tem sua cota de problemas com saúde mental, sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático. “Eu era fã do filme e da série de livros, mas Sachei interessante esta Amelia com essas questões de ansiedade e trauma, mas também com luta e força para superar seu espírito ferido”, disse a atriz Arielle Kebbel. “Era como se a conhecesse. Tinha de interpretá-la.” 

Nos livros, Lincoln e Amelia têm um relacionamento romântico, deixado de lado aqui. “Na nossa série, ele tem uma ex-mulher e um filho, e nós esperamos torcer por sua reconciliação”, disse Kaplan. “Esse foi o interesse romântico que escolhemos para Lincoln. Mas ele e Amelia têm uma conexão especial – só um pouco diferente da mostrada nos livros.” Para o ator Russell Hornsby (Um Limite Entre Nós, O Ódio que Você Semeia), trata-se de uma relação de mentor e aprendiz. “Ambos os personagens têm falhas. Os dois estão lutando contra diferentes dificuldades em suas vidas, do passado e do presente”, afirmou Hornsby. “Ao longo da temporada, veremos como esse relacionamento evolui e como os dois aprendem a trabalhar juntos e a ajudar um ao outro.” O lema é “quem está despedaçado cuida melhor de quem está despedaçado”. “Esse é o princípio da relação entre Amelia e Lincoln”, disse o produtor executivo Barry O’Brien.

Outra mudança: o personagem da série O Colecionador de Ossos (Brían F. O’Byrne) é muito mais discreto do que em suas versões literária e cinematográfica. “A ideia era que ele fosse alguém que anda no meio da gente. Não é um outsider, mas alguém de ar professoral, bem educado, com quem você poderia ter uma conversa – mas que tem esse outro lado dentro dele”, disse Kaplan. Para o produtor executivo Peter Traugott, “isso faz com que ele seja muito mais aterrorizante”.

Tantas alterações não incomodaram o autor das histórias, Jeffery Deaver, segundo os produtores. “Ele é o nosso animador de torcida, apoiador, parceiro intelectual. Jeffery nos deu acesso a toda a sua obra de best-sellers e está torcendo pela série.” A ideia é introduzir personagens de outros livros ao longo do tempo. 

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