O charme das Charlie's Angels

Cabelos perfeitos, corpão em cima, figurino ousado e maquiagem impecável sempre foram trunfos das personagens de séries de investigação. E não estou falando de Jennifer Garner em Alias. A tendência das belas, perigosas e com mil disfarces começou, na década de 70, com três panteras: Farah Fawcett, Jaclyn Smith (a-d-o-r-o!) e Kate Jackson. Tudo que Jennifer Garner fez foi incorporá-las de uma só vez para criar a Sidney Bristow. Agora, o TCM reprisa As Panteras e, confesso, não perco um só episódio! Hoje, é divertido ver como a tecnologia fazia falta na vida das Charlie's Angels... Quando as panteras estão em uma perseguição de carro, por exemplo, não há como não rir do megatelefone instalado em seus veículos - elas têm de pilotar, fazer manobras perigosas, desviar de tiros, manter os fios de cabelo no lugar e ainda segurar aquele megatelefone (com fio) para chamar Bosley, o intermediário entre as moças e o chefão misterioso Charles Towsend. Para quem não se lembra, Charlie só mostra o rosto no último episódio: é o ator John Forsythe, que também foi Charlie nas boas versões da série para o cinema. A revelação foi uma surpresa na época e pode ser comparada à revelação do nome de Mr. Big - ou John - no fim de Sex and the City. Bafo! Bronca: as pessoas que fazem as chamadas da Sony deveriam assistir às séries. Para anunciar My Boys, o canal mostra a cena em que PJ conhece uma das namoradas de Bobby. No capítulo, PJ mostra ciúmes e uma pontinha de inveja apenas. A chamada, porém, coloca PJ como uma mulher mega invejosa e até raivosa... Gafe!

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