O charme da maldadezinha

Prestes a viver Norma, em Beleza Pura, Carolina Ferraz se prepara para as cobranças dos noveleiros

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2008 | 00h51

Carolina Ferraz está preparada para ser cobrada pelos noveleiros mais cuidadosos, para ser xingada na rua, enfim, para receber um tipo de glória que só um vilão dos bons proporciona a um ator. No dia 18, ela volta à TV como a engenheira Norma, sua primeira vilã, na nova novela das 7, Beleza Pura. Já se divertindo, ela fala ao Estado sobre a personagem e sobre seu momento "uma linda mulher", quando contracenou num comercial de cosméticos com Richard Gere. O que você pode contar sobre sua primeira vilã? É, nunca tinha feito uma vilã mesmo. Ela é uma engenheira aeronáutica, que trabalha numa empresa de helicópteros, e é apaixonada pelo personagem do Edson (Celulari), o Guilherme. Eles são amigos desde a faculdade, mas ele sempre a tratou como uma colega, tipo brother. E ela, por amor, acaba se metendo numa série de coisas que movimentam a trama. Se a Norma age por amor, ela está perdoada? Então, não é uma vilã que vai ser odiada? Acho que ela é do tipo que será odiada, sim, é muito má. A gente, como ator, tenta defender, né? Eu gosto dela, mas não tenho ilusões - as pessoas vão odiá-la. Mas, talvez não, né? Os vilões de hoje são tão mais charmosos... E as pessoas gostam de uma maldadezinha. E ela tem humor, tem seu charme. Por falar em humor, a melhor amiga da Norma é a Suzy, interpretada pela Maria Clara Gueiros, que é comediante. O que esperar das cenas de vocês? É uma sensação, adoro comédia. Tenho muitas cenas de humor com ela, mas minha personagem não é engraçada. Dá vontade de fazer uma gracinha, mas não posso. A Norma é fina e bem-sucedida, termos que sempre são usados para definir você. É mais fácil interpretar assim? Acho que sou um soldadinho numa guerra, com um bando de generais mandando em mim. Procuro obedecer da melhor maneira e vou para as minhas trincheiras com a maior dignidade possível. No caso dessa personagem, minha identificação é pequena, porque sou uma pessoa muito mais descontraída. E como foi gravar com Richard Gere? Foi maravilhoso, a equipe era ótima. O próprio Richard foi muito objetivo, solícito, fez piada. Foi muito mais fácil trabalhar com ele do que com 70% das pessoas com quem trabalhei aqui. Não tem espaço para frescura, sabe? O negócio dele é ser profissional.

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