Divulgação
Divulgação

O Bem Amado em 4 atos

Pós-filme, história de Dias Gomes vira microssérie de Guel Arraes

Thaís Pinheiro, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2011 | 10h45

Peça de teatro que vira novela, que vira série, que vira filme e que volta a ser série... Assim é O Bem Amado, microssérie de quatro capítulos que estreia nesta terça-feira na Globo, às 23h30.

Desta vez, a ideia de se transportar o filme de Guel Arraes, lançado no ano passado, em um produto para a TV surgiu antes do início das gravações do longa-metragem. É um modelo de transmídia que faz o caminho inverso daquele que já havia sido testado em duas oportunidades pelo próprio Guel Arraes.

Em 1999, a Globo exibiu a minissérie O Auto da Compadecida, sucesso de crítica e público que foi transformado em filme em 2000. Neste mesmo ano foi ao ar, em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil, A Invenção do Brasil, que chegou aos cinemas no ano seguinte como Caramuru - A Invenção do Brasil.

Se nestas duas experiências anteriores foi preciso cortar conteúdo para que as atrações se encaixassem no tempo de um filme, agora foi preciso acrescentar cenas. Além dos 107 minutos originais, serão exibidos outros 26 minutos. Com isso, histórias paralelas ganham um pouco mais de espaço, além da já conhecida saga de Odorico Paraguaçu em sua pequena Sucupira. É o caso do romance de Violeta (Maria Flor), filha de Odorico, e Neco (Caio Blat).

A TV Globo, por meio da Central Globo de Comunicação, acredita que “não é uma tendência ter o desdobramento de filme em minissérie e vice-versa.” Segundo nota, a rede defende que “os dois produtos utilizam narrativas e linguagens distintas e geram experiências diferentes ao espectador. Algumas histórias específicas permitem o lançamento destes dois produtos, outras, não”.

Quem já viu o filme, conta com novos detalhes. Quem não viu terá a chance de conhecer a história de Dias Gomes.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.