Novo reality traz modelos que fazem reforma

'Sua Casa em Boas Mãos' mostra dia a dia de bonitões a serviço de empresa de decoração e obras

João Fernando, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2014 | 19h15

Se operários costumam mandar cantadas paras mulheres que passam por eles, a situação se inverteu em Sua Casa em Boas Mãos, reality que estreia nesta quinta-feira, 7, às 21h30, no Home & Health. A atração mostra o dia a dia de trabalho dos funcionários da Hot and Handy (gostosos e habilidosos, em livre tradução), empresa de reformas e decoração que contrata modelos para executar o serviço, levando as donas de casa de Los Angeles à loucura, como é possível ver em um dos episódios.

A ideia partiu de Shane Duffy, sócio da empresa. “Comecei a ter outras funções e a trabalhar como faz-tudo enquanto eu modelava. Fazia isso quando o mercado estava em baixa e a economia, ruim. Isso complementava a minha renda. Eu sabia que minha paixão era atuar e ser modelo, e também não queria trabalhar como garçom”, relembra ele, que ainda dá expediente como modelo. “Por isso, tenho um sócio. Quando me chamam para um trabalho, ele fica com as responsabilidades. Para mim, é melhor ser um empresário e fazer meus próprios horários.”

Pelo fato de os modelos usarem o corpo como instrumento de trabalho, Shane sabe que eles temem o risco de se machucar. “Há um nível de perigo e, obviamente, a minha empresa tem seguro. Se alguma coisa acontecer, cuidamos deles, pagamos as despesas médicas. Eles sabem que, por exemplo, se quebrarem o braço e não puderem fazer um ensaio, vão perder dinheiro”, disse ao Estado em teleconferência com jornalistas da América Latina. 

Ele afirma se preocupar com seus funcionários. “A maioria passa por treinamento. Se algum deles não souber fazer o trabalho direito, temos uma pessoa que funciona como mentor. Por sorte, até hoje não tivemos nenhum caso grave além de cortes nos dedos. Quando eles assinam o contrato, sabem que há um certo risco.”

Por causa da agenda incerta dos castings, Shane garante ser solidário com os modelos, que podem ser chamados em cima da hora para um teste. “Se eles tivessem um trabalho normal, de 9 às 17 horas, talvez não conseguissem sair. Há flexibilidade, sempre posso chamar outro modelo no lugar se um cliente estiver precisando de alguém naquele dia”, explica o empresário, que chegou a servir o exército norte-americano durante o conflito no Afeganistão.

Shane Duffy reconhece que alguns modelos têm receio de contar sobre o segundo emprego nas agências. “É tarde demais, pois o programa vai ao ar. Mas alguns deles trabalham muito pouco, talvez dez vezes ao ano. Entendo que as agências possam não gostar, porém, até hoje ninguém teve problemas. E eles adoram isso aqui.”

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