Kiko Cabral/Globo
Kiko Cabral/Globo

Novela 'Belíssima' volta a ser exibida e prova sua modernidade

Sucesso de Silvio de Abreu, trama exibida há 13 anos volta ao ar hoje no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, na Globo

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

04 Junho 2018 | 06h00

Um dos grandes sucessos de Silvio de Abreu, a novela Belíssima será exibida a partir desta segunda-feira, 4, no Vale a Pena Ver de Novo, na Globo – ao mesmo tempo que Celebridade entra em sua reta final e fica mais uma semana no ar. Exibida entre 2005 e 2006, a trama contou com grande elenco, incluindo Cláudia Abreu, Gloria Pires, Tony Ramos, Irene Ravache e Lima Duarte, atores em começo de carreira como Cauã Reymond e Paolla Oliveira, e personagens memoráveis, como Bia Falcão (Fernanda Montenegro), e o casal um tanto inusitado formado por Pascoal e Safira (Reynaldo Gianecchini e Claudia Raia).

Quase 13 anos depois, Claudia Raia acredita que a novela continua muito moderna. Sobretudo, em relação à sua personagem Safira. “Embora ela seja de uma família grega – e a gente, na época, estudou muito sobre isso, são famílias muito conservadoras –, temos essa mulher com cinco casamentos”, comenta a atriz.

“E é muito interessante, porque, há 12 anos, o Silvio de Abreu, como um visionário que é, trazia uma liberdade feminina, dessa escolha, de ter tido um marido japonês, um marido italiano, um marido judeu. Claro que isso tem a ver com comédia, mas, se a gente for pensar com a cabeça de hoje, é muito moderno, e deixa essa mulher livre, podendo ter um filho de cada casamento, todos vivem nessa comunidade grega hilária e conservadora.”

Filha de Murat (Lima Duarte) e Katina (Irene Ravache), Safira vive às turras com Pascoal, o mecânico da oficina vizinha à sua casa, ao mesmo tempo que tem uma grande atração por ele. “O mais legal de tudo é a relação que ela tinha com o Pascoal: não era uma relação de namorados, mas, sim, de amantes.” 

Claudia Raia lembra que, a princípio, não era para Pascoal ser o par da Safira, mas de Vitória, personagem de Cláudia Abreu. “Só que a relação deles funcionou tanto que acabou se estendendo. No primeiro capítulo, Silvio de Abreu juntou nós dois e viu a química”, diz.

“Agora você imagina um casal que não tem romance, não tem amor e que funcionou. Geralmente, casal de novela tem a coisa do amor, eles eram um par sexual, e funcionava com a mesma força que um par romântico.”

Com direção de Denise Saraceni, Belíssima marcou mais uma parceria do autor e da atriz na TV. Os dois já haviam trabalhado juntos em novelas como Sassaricando, Rainha da Sucata, Deus Nos Acuda, entre outras. “No meu caso, o Silvio é muito carinhoso, muito humano, isso desde Sassaricando, desde quando a gente começou nossa relação. Eu não era amiga dele ainda, e ele veio me oferecer o papel com uma delicadeza, com uma doçura, educação”, conta.

“Ele escreve para você. É muito bacana quando você tem essa ligação. Com a Tancinha, fui muito criticada no começo, depois virou um sucesso estrondoso, e confiei nele completamente. Ele é um autor que sabe levar o público.”

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