Bruno Poppe
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Nova temporada de 'Amor Veríssimo' terá tom lúdico

Marcelo Serrado e Flávia Garrafa substituem Paulo Tiefenthaler e Gabriela Duarte no time de atores que se revezam nos papéis

João Fernando, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 16h00

 RIO-Um episódio com Deuses do Olimpo misturados a um cachorro filósofo e um juiz de vara de família são uma amostra do novo tom da série Amor Veríssimo, cuja nova fase estreia dia 11 de março no GNT. “Nessa segunda temporada, a gente está indo mais fundo em uma coisa mais fantasiosa”, detalha o diretor Arthur Fontes.

A produção, que a cada semana mostra uma nova trama pinçada dos textos do colunista do Caderno 2, Luis Fernando Veríssimo, passou por mudanças nos roteiros, “As crônicas de amor mais longas a gente usou quase todas na primeira temporada. Para essa segunda, estamos unindo crônicas depois de entrar no acervo do Estadão, com quase 400 histórias. Coloquei a equipe de roteiristas para filtrar. Todas as histórias são misturas de crônicas.”


Desta vez, o elenco será formado por Marcelo Serrado, Flávia Garrafa, Letícia Colin, Fernanda Paes Leme, Marcelo Faria e Pedro Monteiro. Os dois primeiros substituímos pelos atores Paulo Tiefenthaler e Gabriela Duarte, que não puderam atuar na nova etapa. A cada episódio, eles se revezam em papéis e chegam a ter mais de um personagem. “Em um episódio, faço três personagens. É desligar uma chave e ligar a outra”, ensina Marcelo Faria. 

Outra mudança no programa são os depoimentos que intercalam os blocos. Antes feitos por anônimos, agora são gravados pelo sexteto de atores, que precisa rodar as cenas em dias diferentes daquela história que estão em produção. “É o dia do tilt, acho que posso passar por qualquer coisa como atriz”, brinca Fernanda Paes Leme. “A gente tirou o povo de verdade, aquilo dava uma freada narrativa”, analisa Arthur Fontes.

Na gravação acompanhada pela reportagem, em um museu no centro do Rio, o depoimento era inédito: o de um cachorro. Joaquim, nome real do mascote, só precisou latir diante da câmera. “A gente vai fazer um efeito digital na (produtora) Conspiração para mexer a mandíbula do cachorro. Alguns poucos segundos, o que o nosso orçamento permite”, adianta o diretor.

O bicho em questão é uma das estrelas do episódio Musa, em que um escritor em crise, vivido por Marcelo Serrado, fica dividido entre a mulher (Fernanda Paes Leme) a musa inspiradora, uma deusa grega (Letícia Colin), que monopoliza o tempo dele. Irritada com o fato de não ter mais o marido disponível, a mortal pede divórcio. 

Na hora da audiência, porém, o protagonista é avaliado pelo juiz e também por Zeus, que defende a ideia de que deusa merece mais atenção. Entretanto, só o escritor vê todos os participantes da cena. No meio da confusão, o cachorro, que na trama se chama Nietzsche, é que lhe dá conselhos. “O cachorro vem conversar com ele sobre assuntos filosóficos, como o papel do homem no mundo”, explica Pedro Monteiro, intérprete do juiz. “Foi a primeira vez em que a gente teve uma crise de riso”, confessa Marcelo Faria. 

“É ótimo ser musa. É o episódio mais louco que faço. Ela é uma musa carrasca, manipuladora, quer a atenção só para ela e não permite que a mulher bata à porta do escritório nem que ele saia para comer. Vai destruindo a vida dele”, descreve Letícia, que não largava o cachorro antes de a cena começar. Para que o mascote ficasse na posição correta da câmera, a produção pendurava salsichas na direção desejada. “É um bom jogo. Aqui, a comédia está na situação”, define Marcelo Serrado. 

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