'No fundo, todo mundo é'

Para Elizabeth Savala, a surtada Rebeca de 'Sete Pecados', há uma perua em cada um de nós

O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 21h42

Perua que é perua faz de tudo para dar um tapinha no visual. No caso da Rebeca de Sete Pecados, não é um tapinha, é porrada mesmo. Ex-modelo sem senso do ridículo, ela não mede esforços por uma esticadinha aqui, uma sucção de gordura acolá. Ingênua de tão superficial, a personagem surpreende a própria Elizabeth Savala. "Meu pecado é a falta de vaidade", diz ela.Você já se sentiu paranóica com a beleza?Graças a Deus, não. O meu pecado é a falta de vaidade. Nunca tive esse tipo de problema. Meu modelo é a Fernanda Montenegro, que soube envelhecer com dignidade. Esse puxa daqui, puxa acolá é perigoso. Parece que envelhecer é um crime hoje em dia. É um atentado ao próprio corpo e ao intelecto também. Porque por mais que você malhe e faça cirurgias, o seu interior será de uma pessoa de 50 anos. O bom senso é uma boa prática.Rebeca é muito ingênua. Essa ingenuidade é uma crítica também, uma vez que uma mulher inteligente se jogaria em tantas plásticas?Sim. Pessoas como a Rebeca existem, você vê mulheres assim em colunas sociais. E quando você não tem valores éticos, se deixa levar pela vaidade. O vaidoso nada mais é do que um egoísta, que só olha para o próprio umbigo - ou para a própria celulite ou para o próprio peito caído.Mesmo egoísta, ela é uma personagem muito simpática. Como tirar humor do egoísmo? Adoro fazer uma vilã. E as pessoas adoram as peruas! No fundo, todo mundo tem um pouquinho de perua, homens e mulheres. Já a Rebeca é uma mulher-gay.

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