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Netflix retira episódio de série cômica na Arábia Saudita

Depois de uma queixa de autoridades do reino, programa sobre o assassinato do jornalista Jamal Kashoggi saiu do serviço de streaming da produtora

Reuters, O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2019 | 18h12

O Netflix retirou um episódio de série cômica Patriot Act with Hasan Minhaj de seu serviço de streaming na Arábia Saudita depois da queixa de autoridades do reino, noticiaram vários veículos de mídia na terça-feira.

O episódio do humorístico de notícias em questão criticava o país pelo assassinato de Jamal Kashoggi, jornalista do Washington Post, no ano passado em um consulado saudita na Turquia.

Kashoggi era um crítico explícito do reino e do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, relataram o Financial Times e outros veículos. Desde então,Riad admitiu publicamente que o repórter, que era um morador permanente nos Estados Unidos, morreu sob sua custódia.

Nenhum representante do Netflix estava disponível para comentar de imediato, e nenhum comunicado foi publicado em seu site oficial ou suas páginas de Facebook ou Twitter.

As autoridades sauditas tampouco estavam disponíveis para comentar de imediato, mas em um comunicado ao Financial Times e outras mídias o Netflix confirmou que retirou o episódio na Arábia Saudita na semana passada depois que a Comissão de Comunicações e Tecnologia da Informação do reino pediu que fosse removido por supostamente violar a lei anti-crime cibernético da nação.

“Apoiamos fortemente a liberdade artística e retiramos este episódio somente na Arábia Saudita depois de recebermos uma solicitação legal válida – e em respeito à lei local”, disse um funcionário do Netflix em um comunicado à publicação Hollywood Reporter.

No episódio, exibido primeiramente nos EUA em outubro, Minhaj diz: “Agora seria um bom momento para reavaliar nosso relacionamento com a Arábia Saudita. E digo isso como muçulmano e como americano”.

Ele também criticou o reino por seu envolvimento na guerra do Iêmen e o descreveu como autocrático.

O jornal New York Times noticiou que o episódio ainda está disponível na Arábia Saudita no YouTube.

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