ELISE AMENDOLA/NYT
ELISE AMENDOLA/NYT

Netflix examina vida e morte de estrela da NFL

Série lembra crimes do ex-jogador Aaron Hernandez, que se matou em sua cela

William J. Kole/Associated Press, O Estado de S. Paulo

28 de dezembro de 2019 | 16h25

Mais de dois anos depois que ele se matou em sua cela, a história do ex-jogador da NFL Aaron Hernandez ainda fascina e agora está voltando para a tela pequena. A Netflix está lançando Killer Inside: The Mind of Aaron Hernandez em 15 de janeiro. O documentário em três partes examina a meteórica, mas problemática – e violenta – ascensão e queda do jogador do New England Patriots.

Um teaser do filme do diretor Geno McDermott começa com um som arrepiante de uma chamada que Hernandez fez a sua noiva, Shayanna Jenkins. Hernandez pode ser ouvido dizendo: “Todo o meu corpo está tremendo agora”. Jenkins pergunta: “O que aconteceu?”. E Hernandez responde: “Você conhece meu temperamento”.

Em julho, foi concluída uma ação por morte movida pelas famílias de dois homens que Hernandez foi absolvido de ter matado. Os promotores alegaram que Hernandez atirou em Daniel de Abreu e Safiro Furtado em 2012, após um confronto em uma boate. Hernandez se matou na prisão em 2017, enquanto cumpria uma sentença de prisão perpétua pelo assassinato em 2013 do jogador de futebol semiprofissional Odin Lloyd.

A morte de Hernandez ocorreu apenas alguns dias depois que ele foi absolvido da maioria das acusações no caso de duplo assassinato. Após sua morte, os médicos descobriram que Hernandez, 27 anos, tinha encefalopatia traumática crônica avançada, uma doença cerebral degenerativa ligada a concussões e outros traumas na cabeça na NFL.

As transcrições que o xerife do condado de Bristol divulgou no ano passado com mais de 900 conversas telefônicas no presídio, que Hernandez teve com familiares e amigos mostraram que ele esperava ser libertado e retomar sua carreira no futebol logo após sua prisão pelo assassinato de Lloyd. Hernandez tinha um contrato de cinco anos de US$ 40 milhões com os Patriots no momento de sua prisão.

McDermott e o produtor Terry Leonard dizem que o último filme contará com algumas dessas ligações telefônicas, além de filmagens em tribunais e entrevistas com os mais próximos de Hernandez e Lloyd. O projeto, disseram eles em um comunicado, “examina a tempestade perfeita de fatores que levam ao julgamento, condenação e morte de um atleta que aparentemente teve tudo”.

Os cineastas têm bastante material para contar a história do atleta bonito e educado de Bristol, Connecticut, que era um destaque do ensino médio e da Universidade da Flórida antes de suas três temporadas na Nova Inglaterra. Um relatório policial da investigação sobre a morte de Hernandez informou que o jogador escreveu, com tinta na testa e sangue na parede, “João 3:16”, referência a um versículo da Bíblia que fala sobre o amor de Deus pelo mundo e o seu supremo sacrifício.

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