Nem vai dar tempo de sentir saudade dela

Graça maior de 'Beleza Pura', Ísis Valderde, a Rakélli, já se prepara para a próxima novela das 9

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2008 | 00h20

Como quase todas as novelas das 7 da Globo dos últimos tempos, Beleza Pura foi anunciada como "a volta do humor ao horário". Longe de ser mais um clichê marqueteiro, a novela, que acaba daqui a duas semanas, teve ótimas cenas de humor, graças à escalação de caras reconhecidas como engraçadas pelo público - Maria Clara Gueiros, Bruno Mazzeo, Mônica Martelli e Zezé Polessa, para citar apenas alguns. Mas foi da atuação de uma jovem atriz que vieram as mais escancaradas risadas. A atrapalhada e doce Rakélli foi a personagem mais comentada da temporada, levando Ísis Valverde a um tipo de onipresença que só a fama de uma novela é capaz de dar.   Veja também: Um sorrisão debaixo do véuÉ essa fama que leva a atriz mineira a saltar do papel na novela das 7 para um novo personagem, a Camila de Caminho das Índias, novela das 9 escrita por Glória Perez e que tem estréia prevista para janeiro. Num intervalo entre uma gravação de Beleza Pura e uma aula de história para o elenco de Caminho das Índias, Ísis conversou com o Estado.Não é muito comum que uma mulher tão bonita seja reconhecida como comediante, como aconteceu com você agora. Não vamos reclamar, mas acha que a beleza pode ser limitadora para um trabalho como esse?Acho que sim, mas não nesse ponto que você tocou. A pessoa que é bonita, em geral, é vaidosa. E a vaidade atrapalha a interpretação, porque a pessoa não fica preocupada em interpretar, mas em aparecer bem para a câmera. Nesse ponto, a beleza pode atrapalhar.Nem terminou 'Beleza Pura', você já está em 'Caminho das Índias'. Não vai ter nem tempo de se despedir da Rakélli?Não... Vai ter só um chororô no fim da novela, depois é só Caminho das Índias.O que sabe sobre sua nova personagem?A Camila é romântica, aquela que chora mil vezes vendo Titanic, sabe? Conhece um indiano, se apaixona e vai embora do Brasil com ele. Lá na Índia, só Deus sabe - muitos choques culturais. Faço par com o Caio Blat, vai ser ótimo.Não é, então, uma personagem engraçada?Não, não, é totalmente o oposto. A Camila tem uma espontaneidade absurda, mas é densa.E você chamou a atenção num papel cômico. Quando isso acontece, é comum que a TV rotule o ator, que acaba recebendo papéis parecidos. Esse é um trunfo meu maravilhoso. Aqui me deram a oportunidade de fazer várias coisas diferentes, e eu não estaria feliz se não fosse assim. A Rakélli deu supercerto, graças a Deus. Só posso dizer que esse novo personagem é diferente e, se Deus quiser, vai dar certo, porque eu quero provar que posso fazer várias coisas diferentes. Você improvisa muito como Rakélli ou é tudo texto?Olha, acho que numa novela é tudo "aperta aqui, afrouxa ali" - já ouviu essa expressão mineira? Tem coisas que eu crio na hora e coisas que crio em cima do que a autora (Andréa Maltarolli) escreve. O choro de sirene, por exemplo. Eu fiz pelo que entendi - a autora não estava do meu lado para dizer "olha, a sirene é assim".Via muita TV quando criança?Via muito filme, todos da locadora da minha cidade. Eles foram acabando, e eu tive de alugar nas locadoras das cidades vizinhas. Principalmente de vampiro, que acho o máximo. Quer fazer cinema?Sim. Vou fazer primeiro Psicologia, depois Cinema.Faculdade de cinema? Quis dizer se vai atuar no cinema. Ah... (risos) Já recebi convites, mas agora não vai dar. Depois que acabar a novela, quero fazer. Mas não quero que seja aquela coisa "ah, fiz um filme", e te perguntam, "ah, é, onde está passando?" e você tem de dizer "ih, já saiu de cartaz". Assim, não quero. Quero um bom roteiro, para batalhar pelo filme. Não quero ficar no chiqueirinho que já montei.

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