Natalie Wood paga o preço do prazer

O Preço de Um Prazer. No Telecine Cult, às 16h20. Reprise, preto-e-branco, 100 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2007 | 00h07

Eles foram dois mitos dos anos 60, Steve McQueen e Natalie Wood. Ele, como encarnação do movimento e da virilidade, atraído pela potência dos carros e a beleza das mulheres. Ela encarnava essa beleza e, ao mesmo tempo, possuía uma sensibilidade particular, produto, talvez, de sua origem "estrangeira" - Natalie, na verdade, era "Natasha" e tinha ascendência russa.Em 1964, quando fizeram o cartaz de hoje da TV paga, já eram grandes nomes de Hollywood. Ele fizera o western Sete Homens e Um Destino e a aventura de guerra Fugindo do Inferno, ambos de John Sturges. Ela tivera papéis importantes em Juventude Transviada, de Nicholas Ray, e Rastros de Ódio, de John Ford, mas seu amadurecimento, como mulher e atriz, veio com Clamor do Sexo, de Elia Kazan.Natalie faz uma jovem trabalhadora que se envolve com um músico da noite. Ela engravida e o filme foi dos primeiros (o primeiro?) a falar de aborto. É muito bonito, dirigido com delicadeza por Robert Mulligan, que tinha um talento todo especial para falar de gente comum, como a gente.

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