'Não vi os vídeos que fizeram em Arcoverde, fiquei muito abalado', diz Fabio Assunção

'Não vi os vídeos que fizeram em Arcoverde, fiquei muito abalado', diz Fabio Assunção

Um dos protagonistas da supersérie 'Onde Nascem Os Fortes', da Globo, o ator fala de seu papel de juiz e sobre o episódio em que vazaram vídeos mostrando ele alterado e sendo preso na cidade pernambucana

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2017 | 06h01

Depois de 5 anos fazendo comédias românticas, o ator Fabio Assunção volta ao drama como o juiz Ramiro na supersérie Onde Nascem Os Fortes, da Globo.

Como vocês chegaram a essa caracterização do personagem? 

Logo no começo, o Zé (Villamarim) falou: deixa crescer a barba para depois a gente ver o que faz. Fui deixando, fui achando uma boa ideia, achei inusitado também o fato de estar muito grisalho. Achei que isso ia dar um impacto, ia tirar do lugar da vaidade, ia colocar ele num lugar solitário, de sertão. Ao mesmo tempo, ele sendo juiz e tendo barba, dá um poder, uma secura, uma sobriedade. Não é um personagem que estou fazendo para que tenha o afeto do público. O público tem que sentir uma estranheza com esse cara, um certo medo. 

Como foi sua reação ao ver os vídeos do episódio em Arcoverde, Pernambuco (em que ele aparece alterado e detido pela polícia), vazados na internet?

Não vi os vídeos, não quis assistir, mas as pessoas próximas me contaram. Fiquei muito chocado, muito abalado, porque acho que foi uma situação que poderia ter acontecido com qualquer pessoa. Foi uma situação de comemoração, a gente estava lançando um documentário que eu produzi, sobre samba de coco. Foi todo mundo da equipe confraternizar e, de repente, lá pelas 4, 5h da manhã acontece uma briga. Fiz minha parte que foi fazer um comunicado pedindo desculpas, porque não é isso que quero passar. Quando vejo noticiário de crime, violência, falo ‘porra, temos de mostrar um outro lado da vida’, e justamente o que parece que tem no vídeo é uma violência, é uma coisa descontrolada. 

Sua família ficou exposta...

Conversei muito com meu filho, tenho um diálogo totalmente aberto com ele. A gente está aqui para aprender. O João sabe tudo da minha vida. Vai fazer 15 anos agora. Falar sobre a história, acho um pouco demais, porque não quero parecer que estou me vitimizando. Mas as pessoas próximas sabem da história.

Mais conteúdo sobre:
Fabio Assunção

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.