Não há salvação, cópia é tabajara

Prometi para mim mesma que não iria gongar Donas de Casa Desesperadas da RedeTV!, afinal, a iniciativa de produzir uma série foi bacana e as imagens são bem-feitas. Mas não consigo me controlar! Já foi dito que a cenografia não é real e que aquela rua não existe em nenhum lugar do País e blá, blá, blá... Esse nem é o maior problema. O maior defeito da versão nacional da série cômica é que ela não tem graça. Tive a paciência de assistir a três episódios para afirmar isso com toda a segurança.Duas das situações mais hilárias da primeira temporada de Desperate já foram exibidas na RedeTV! Susan, a mais desastrada das donas de casa, protagoniza as duas cenas: em uma delas, a personagem de Teri Hatcher coloca fogo sem querer na casa de Edie; em outra, ela é trancada nua para fora de casa e flagrada pelo paquera Mike. Teri dá leveza e graça às cenas. Você enxerga que Susan é desastrada mesmo e que ela se sente embaraçada ao criar essas situações. Já Lucélia Santos não sacou que Susan é cômica, mesmo quando sofre! Desculpe, Lucélia, mas você não encontrou o jogo de cintura essencial para que esse tipo de comédia física não pareça forçado nem caia no pastelão. A Gabriela de Franciely Freduzeski também está sem sal. Onde foi parar o olhar sacana de Eva Longoria? Ah, tenho certeza de que o público vibra a cada maldadezinha executada por Gabrielle, a original. Na versão nacional, porém, é melhor torcer para a personagem nem entrar em cena! Pobre Sônia Braga, que depois de participar de Law&Order, Sex and the City e Alias, caiu na versão tabajara mais tabajara do momento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.