'Não acredito que o Pânico vá terminar, mas é um momento difícil para o humor deles', diz Sterblitch

'Não acredito que o Pânico vá terminar, mas é um momento difícil para o humor deles', diz Sterblitch

Ex-integrante do grupo, humorista fala sobre sua estreia no 'Tá no Ar', no dia 23

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2018 | 06h01

Eduardo Sterblitch ficou conhecido por personagens como Freddie Mercury Prateado em seus tempos de Pânico. Acolhido pela Globo desde Amor & Sexo, o humorista carioca – que acabou de rodar sua participação como Chacrinha jovem no filme sobre Abelardo Barbosa – fala sobre sua estreia no Tá no Ar.

Como chegou o convite para entrar no programa?

Foi meio que acaso. Eu já tinha me imaginado trabalhando no Tá no Ar, mas achava impossível. Achei que era um elenco fechado. No ano passado, fiz minha peça (Eduardo Sterblitch Não Tem Um Talk-Show), algumas pessoas do elenco assistiram. Aí o Marcius (Melhem) me ligou para conversar. Fiquei superfeliz.

Os atores do programa estão juntos desde o início. Como foi para você se adaptar?

Adoro começar tudo de novo. Acho também que isso gera no público uma sensação de refresco. Acho que tenho esse talento de fazer isso. Eu não sabia disso, mas aí entrei no Deznecessários, um grupo de humor. Foi a primeira vez que fiz comédia na minha vida. Depois, entrei no Pânico. E o Pânico, quando entrei, já era um programa de sucesso também. Fiz a mesma coisa que estou fazendo agora: que é entrar com calma, para aprender. 

Você começou na Globo fazendo Amor & Sexo. Foi a porta de entrada para a emissora, não?

Foi o Jô Soares, na verdade. O cara que me deu espaço de uma hora dentro do programa dele, não existe nada mais generoso que isso. Eu estava ainda no Pânico, inclusive.

E como entrou no Amor & Sexo?

Fiz participação num show do grupo de uma amiga, o Não Recomendados. Tem um momento em que todos estão vestidos de mulher. Aí me vesti também, me preparei, e cantei uma música com eles, e Antônio Amâncio e Fernanda Lima (que assinam a redação final do programa) estavam na plateia. Rolou um papo no camarim, se eu participaria. Eu disse que queria dar ideias, me colocaram na parte de criação, e também como jurado.

Depois veio Popstar. Foi um desafio participar cantando, não?

Achei maravilhoso poder me testar também, por ser um lugar diferente, são pessoas votando em você na hora. Decidi fazer um repertório bem a minha cara, que eu estava a fim de cantar. Assim, mesmo que eu fosse o primeiro a perder, ficaria muito feliz, e queria chegar à final só para poder cantar Rei Leão e Lua de Cristal. Foi o que eu fiz.

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Os jurados, aliás, criticaram a escolha de Lua de Cristal

Eu queria cantar porque amava aquela música. Não pensei matematicamente, pensei artisticamente para o show. Eu cantaria Marília Mendonça, que todo mundo pediu para eu cantar, inclusive minha mãe. Realmente, eu cantando ficava mais bonito, só que eu ia sair (do programa) do mesmo jeito. Pensei: vou sair cantando bonito ou o que eu quero? Vou sair cantando o que eu quero. Achei que os jurados não entendem o sucesso que é Lua de Cristal. Tive a menor nota dos especialistas, mas a maior nota do público. Em todos os lugares onde trabalho, estou pensando no trabalho, em como posso fazer para melhorá-lo. Porque humor é susto. As pessoas não podem saber o que vou fazer. É uma forma diferente de me colocar.

Você saiu do Pânico há alguns anos. O programa chegou ao fim na Band...

Como fiz parte dele durante muito tempo, não acredito que vá terminar. Acho difícil. Acho muito provável terminar na Band, não eles terminarem. É um momento difícil para o humor do Pânico. A gente está reaprendendo a falar, a pensar. Você vai se corrigindo e corrigindo as pessoas, e assim que você tem um mundo melhor. O Pânico sempre utilizou de notícia para poder fazer história, fazer piada. Nada como um momento como esse para recomeçar. Acho que tem força para isso.

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