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Na terceira temporada de 'Elementary', protagonistas estão mais distantes

Joan Watson, personagem de Lucy Liu, está mais independente; série estreia no dia 19 de março no Brasil

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S. Paulo

11 Março 2015 | 03h00

PASADENA - O Dr. Watson sempre foi uma mescla de coadjuvante e peça fundamental nas histórias de Sherlock Holmes. Na terceira temporada de Elementary, que estreia no Brasil dia 19 de março, às 23 horas, no canal Universal, a Dra. Joan Watson (Lucy Liu) começa a trilhar um rumo próprio. A personagem, que começou a série criada por Rob Doherty como uma “companheira de sobriedade”, contratada pelo pai do brilhante detetive para viver com Sherlock e certificar-se de que ele permaneça longe do álcool e das drogas, evoluiu um bocado. “Sempre soube que ela ia se tornar detetive um dia, mas agora ela está trabalhando por sua conta”, disse Lucy Liu à imprensa internacional, em Pasadena (Califórnia). 

O que aconteceu? Logo no primeiro episódio, é revelado que Sherlock Holmes passou apenas oito meses em Londres, deixando apenas um bilhete meio mal-educado para Watson. Os problemas entre os dois começaram na temporada anterior. “Acho que ela estava se sentindo mais confortável na sua parceria com Sherlock e quis ter seu espaço pessoal”, afirmou a atriz. Joan Watson estava num relacionamento com Mycroft Holmes (Rhys Ifans), o irmão mais velho de Sherlock, que não ficou nada contente com a história e o espantou. “No fim, Joan terminou se distanciando. Ela não se importa de ter um amigo, mas não quer alguém que a julgue constantemente. Sua ideia não era romper a parceria, mas Sherlock ficou ofendido e resolveu ir por um caminho diferente.”


Claro que isso não significa que os dois não vão mais resolver casos juntos. Há alguns complicadores, como Kitty (Ophelia Lovibond), agora parceira de Sherlock Holmes. “Ele está falando basicamente que Watson é substituível e que agora tem essa nova garota”, disse Liu. Watson, por sua vez, tem um novo namorado, Andrew Paek (Raza Jaffrey, de Homeland e Smash), e, novamente, Sherlock vai se meter. Se depender da atriz, um romance entre Watson e Sherlock está descartado, apesar da torcida dos fãs. “Acho que Rob Doherty quer ser fiel à literatura de Sir Arthur Conan Doyle, porque já tomamos várias liberdades. Nos livros, Watson se casa, tem sua própria vida, mas sai em aventuras com Sherlock. Para mim é mais dramático ver a tensão entre duas pessoas que nunca ficam juntas.”

Lucy Liu fica feliz ao ver que ninguém mais nota que Watson seja uma mulher e, mais ainda, de origem asiática. “Espero que, um dia, quando não estiver mais aqui, não digam ‘era uma atriz de origem asiática’, mas apenas ‘era uma atriz’”, disse. Ela faz o que pode para derrubar estereótipos, como pedir que os figurinos não fossem certinhos demais. “Não queria reforçar a ideia de que os asiáticos são inteligentes, equilibrados, organizados. As roupas de Watson são sempre meio larguinhas, um pouco amassadas, ela repete figurinos”, contou. Liu aplaude, porém, a diversidade na televisão americana, em que se veem muitos personagens orientais, negros e hispânicos nos seriados. “É importante ser parte dessa mudança. Agora, só falta levar isso para o cinema também.”

Elementary toma um bocado o tempo da atriz – são dez meses de gravação por ano, já que o seriado é feito nos moldes tradicionais, com cerca de 24 episódios por temporada. Mas ela não se queixa. “Estou amando. E não deixo de ter oportunidades por isso”, disse. Estreou na direção com um episódio na segunda temporada e repetiu a dose no 14º da terceira. “Agora enxergo ser diretora como uma possível segunda carreira para mim”, completou.

 

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