NatGeo/Divulgação
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Na série 'Vikings', atores brigam de verdade

Na segunda temporada, protagonista viverá dramas familiares com duas mulheres

João Fernando, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2014 | 19h21

 Lembrados pelo jeito truculento ao fazer suas conquistas, os navegadores escandinavos também precisavam parar um tempo para discutir o relacionamento. Pelo menos na história de ficção da série Vikings, cuja segunda temporada estreia nesta quarta (2), às 20 horas, no NatGeo. Na nova fase, o protagonista Ragnar (Travis Fimmel) terá de resolver questões semelhantes às de jogadores de futebol atuais.

“A vida dele vai ficar complicada. Agora, há duas mulheres e outros filhos. Vai haver mais crianças ainda. A relação com a família é o grande negócio desta temporada”, conta Michael Hirst, criador da atração. Na nova etapa da trama, que mostra como os nórdicos desbravaram novos mares e invadiram a costa da Inglaterra e da França no século 8, Ragnar terá de administrar a relação com a primeira mulher, Lagertha (Katheryn Winnick), enquanto soluciona problemas de uma nova união. “Ele terá uma grande batalha com o irmão. Também haverá novos inimigos”, avisa.

Segundo o roteirista, a segunda temporada não vai focar somente na situação doméstica dos vikings, ainda no início de sua expansão. “Em tudo o que escrevo, há um equilíbrio entre a história e a vida dos personagens. Sempre faço pesquisas do período histórico. Tento ser o mais correto e autêntico possível. Mas isso não é uma lição de história, é um drama”, disse Hirst ao Estado, em teleconferência com jornalistas da América Latina.

Apesar de ser exibida pelo NatGeo por aqui, Vikings é uma coprodução entre Canadá e Irlanda para o History Channel, que a exibe nos EUA, onde a nova fase já está no ar. As atrações de ficção do canal sempre têm como pano de fundo algum período da história a ser explorado. Um dos temas é a diferença da religião dos escandinavos, que acreditavam em deuses como Thor e Loki, da mitologia nórdica. Ao chegarem a novos destinos, eles se deparam com o Deus único de seus vizinhos europeus.

“Nos EUA, o interessante é que o público quer saber mais sobre os deuses deles, esse conflito entre paganismo e cristianismo. A série tem feito sucesso nas comunidades católicas norte-americanas”, conta o britânico, autor das séries The Tudors, Camelot e do longa Elizabeth, concorrente do Oscar e vencedor do Globo de Ouro de melhor filme de drama em 1999.

Hirst diz ter ficado surpreso ao pesquisar sobre os escandinavos daquela época. “Eles eram mais democráticos que os outros ocidentais. As mulheres poderiam se separar. Na Europa, o legado deles é real. Ficou no sistema legal e nas cidades. Eu cresci em York, no norte da Inglaterra, que tem influência deles."

O roteirista confessa não gostar de releituras da cultura nórdica como os filmes do super-herói Thor, criado a partir do deus homônimo. “Os norte-americanos sempre escolhem os heróis e não entendem nada”, detona. Ele garante que Vikings tem outra visão. “No filme do Thor, não há luta real. É tudo computação gráfica e efeitos especiais. Nós temos coreógrafos para as lutas. Os atores sangram de verdade, têm a experiência. Falamos de coisas reais, não dessa baboseira de histórias em quadrinhos. As pessoas podem aprender algo com a nossa série.”

No Brasil, a primeira temporada acaba de sair em DVD e Blu-Ray (Fox-Sony; R$ 79,90 e R$ 99,90, respectivamente). Os discos vêm com capítulos com comentários sobre aspectos históricos. Hirst, que acaba de fechar o contrato para a terceira leva de episódios, chama a atenção para o sétimo capítulo da segunda fase, que vai ao ar nos EUA na semana que vem. “As pessoas não vão esquecer. Teremos algo nunca mostrado na televisão. Esta temporada está melhor, o poder (do Ragnar) fica maior e real.”

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