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Na série 'Manicômios Assombrados' homens tentam conversar com uma leva de espíritos

Grupo também usa máquinas para caçar fantasmas

João Fernando, O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2014 | 03h00

Não custa nada deixar a luz acesa ao assistir a Manicômios Assombrados. A série documental, que estreia nesta segunda-feira, às 23h10, no Discovery, mostra o dia a dia de um grupo de caça fantasmas que percorre lugares onde acreditam que haja espíritos presos. Com a ajuda de aparelhos, eles conseguem captar os sons emitidos pelas almas que rondam construções abandonadas. 

“Em geral, contratamos pessoas que já tiveram esse tipo de experiência, mas houve um cinegrafista que ficou tão assustado que se recusou a continuar”, relembra Fay Fu, produtora executiva do programa. Ela, inclusive, não se atreveu a acompanhar as gravações do quinteto norte-americano que se autointitula Tennessee Wraith Chasers (TWC), ou caçadores de fantasma do Tennessee, em livre tradução. “Eu escapei dessa situação assustadora. Como estava com um bebê recém-nascido, preferi ficar com ele em casa. Só acompanhei os meninos em uns testes que eles fizeram no meio de uma floresta”, confessou ao Estado, por telefone.

Segundo Fay, a escolha dos hospícios foi dos apresentadores. “Lugares abandonados faziam mais sentido. Lá estão fantasmas que morreram de maneira trágica. Eles já fizeram isso em casa de pessoas, mas queríamos algo diferente. A equipe acredita que quando se mexe em locais assombrados, isso gera atividade, pois os espíritos querem mudanças”, explica.




Durante a expedição, mostrada com câmeras que gravam no escuro, na maior parte do tempo, o TWC percorre prédios abandonados e tenta conversar com os espíritos e convencê-los a sair de lá. Para isso, usam diferentes aparelhos que captam o som dos fantasmas, amplificados na pós-produção para que os telespectadores confiram. Fay Fu conta que os aparelhos não foram desenvolvidos por eles. “Todo mundo que segue fantasmas mede o campo eletromagnético. Você pode comprar em qualquer lugar. O que eles usam é utilizado em atividades científicas. Eles fazem uma combinação dos aparelhos que compram”, detalha.

Apesar de todos os recursos técnicos, a produtora executiva reconhece que cabe ao telespectador crer se o que é mostrado no programa é verdadeiro ou não. “Acho que as pessoas que optam por assistir querem ser convencidas. Focamos em mostrar as evidências. Eu também sou cética. Peço as evidências e analisamos tudo. Nós amplificamos o som para o que o telespectador confira. Mostramos tudo que encontramos”, alega Fay. Ela afirma que a série não tem ligação com religião. “Alguns deles são religiosos, mas isso não tem a ver. Nenhum deles tem poderes psíquicos. O grupo só usa equipamentos e métodos científicos, são ferramentas físicas para se comunicar.”

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