Na cola de Sérgio Reis

Depois de 'O menino da porteira', Daniel volta volta a interpretar personagem vivido pelo outro cantor

Julia Contier, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2009 | 22h18

Primeiro foi com o remake do filme O Menino da Porteira. Agora, o cantor Daniel volta a interpretar, no papel que foi do também cantor Sérgio Reis na Paraíso original. Ao Estado ele fala sobre sua jornada como músico, ator e da responsabilidade de "substituir" o amigo.

Faz tempo que o sondam pra fazer novela?

Eu já tinha aparecido em América, mas foi uma ceninha só, em que eu aparecia cantando. O convite oficial mesmo só surgiu agora. Até hesitei em aceitar porque o filme O Menino da Porteira está estreando agora e é outro trabalho em que eu faço o papel que o Sérgio Reis havia feito. Por isso, até pedi para o Benedito mudar o nome do personagem. E ele me deu a oportunidade de eu colocar o nome do meu pai, Zé Camilo, que nasceu e viveu em uma fazenda chamada Paraíso.

Até que ponto o seu personagem tem a ver com o seu pai?

Ele teve essa vida, essa lida do campo, da roça. Isso remete muito a ele e até mesmo a mim. Esse universo me fascina.

Chegou a falar com o Sérgio Reis sobre o seu personagem?

Eu falo com ele direto, somos muito amigos. E ele até me perguntou, brincando, se eu estava seguindo ele. Eu falei que foram coincidências. Quem sou eu pra substituir o Sérgio?

Como será o seu personagem?

O Zé Camilo tem muito a ver comigo. É extrovertido, um cara brincalhão, que vai participar das comitivas do Zeca (Eriberto Leão) e vai ser um pouco mulherengo também.

Você vai cantar pra conquistar as mulheres?

É, eu creio que sim. Acho que essa será uma das armas dele, a única eu acho (risos).

Como vai conciliar a carreira de músico com a novela?

Eu vou conseguir conciliar porque eles deixaram aberto, talvez uma semana eu grave e na outra não. Vai depender do andar da carruagem.

Tem intenção de fazer mais alguma coisa na TV?

A questão de dizer não, jamais. Se surgir alguma coisa que eu conseguir fazer, vai ser um prazer. Mas não que exista essa pretensão! Tem muita gente boa aí e, graças a Deus, nasci com o dom de cantar.

Você fez alguma preparação pra novela?

Nunca fiz curso de ator e nem tenho pretensão de ser um. Tive um preparo de uns 20 dias pra fazer o filme, pra conhecer melhor o personagem. Pra novela não, eu entrei nos 45 do segundo tempo.

Está pronto para as críticas?

Acho que críticas vão surgir e a gente tem que estar sempre pronto pra isso. Mas eu espero que as pessoas exijam do meu trabalho como cantor e como intérprete.

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