JoJo Whilden|Netflix
JoJo Whilden|Netflix

Na 4ª temporada de 'Orange Is The New Black', a vida de Poussey Washington vai passar por revolução

A atriz Samira Wiley e sua meta de ser um exemplo

Kathryn Shattuck, THE NEW YORK TIMES

26 de junho de 2016 | 03h00

Quando Samira Wiley foi escalada pela primeira vez para interpretar Poussey Washington em Orange Is the New Black, ela manteve seu emprego noturno. “Fui bartender enquanto gravei a primeira temporada porque não sabia se seria escalada para a seguinte”, disse a atriz.

Depois de quatro temporadas, Poussey se tornou a detenta da Litchfield Penitentiary que todos querem ter como amiga e não só por causa da sua bebida com alto teor de álcool. O verdadeiro crime de Poussey, cujo pecado como adolescente foi se apaixonar pela filha do comandante da base, foi ser confusa. Mas esta temporada, no Netflix desde sexta, 17, promete causar uma revolução quando Poussey encontrar sua heroína, Judy King (Blair Brown), uma guru de estilo de vida inspirada em Martha Stewart, que chega à prisão.

Ao New York Times, no começo de junho, Samira Wiley, 29 anos, falou sobre exemplos, família e carreira. Abaixo trechos da entrevista.

É uma grande temporada para Poussey. O que podemos esperar?

Realmente espero que ela encontre um amor. Estou empolgada com Judy King, que é como Beyoncé para Poussey.

Poussey é um bom exemplo dos problemas com sentenças duras para crimes menos graves.

A sentença original no caso dela foi de seis anos por estar com cigarros de maconha. Quando você vê alguém como Poussey, com tanto potencial, é triste porque realmente é o reflexo da vida.

Você recebeu excelentes críticas pela peça Daphne’s Dive, apresentada no circuito Off Broadway. Você frequentou a escola de teatro da Juilliard?

Sempre tive o teatro em mente. Trabalhar na Broadway é meu sonho. Trabalhar numa peça tem algo especial, em que cada noite é diferente e isto me faz sentir viva.

Sua namorada Lauren Morelli é roteirista da série. Você acha que um dia sua relação vai ser transposta na tela?

Não. Os roteiristas estão a mais de 4.500 quilômetros de distância, em Los Angeles e é onde tudo acontece.

Seus pais são pastores. Eles aceitaram bem sua homossexualidade?

Eles foram os primeiros da igreja batista negra a realizar casamentos de gays e perderam metade da congregação. Mas meus pais têm convicções fortes e eu os admiro por isso.

Como a experiência deles a afeta?

Vi meus pais serem difamados. Mas não seria a pessoa que sou hoje sem o exemplo deles. Tenho uma grande responsabilidade, ser um bom exemplo para os outros.

Qual a moral da sua história

Conseguimos vencer todos os obstáculos com a autoestima. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.