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Na 12ª temporada, ‘Grey’s Anatomy’ ganha um recomeço

Para a criadora da série, Shonda Rhimes, o tema desta fase da série, que estreia nesta 2.ª (16), é o renascimento

Mariane Morisawa, Especial para o Estado

16 de novembro de 2015 | 03h00

LOS ANGELES - São raras as séries que continuam no ar por 12 anos. Grey’s Anatomy, sobre as aventuras e desventuras de cirurgiões num hospital de Seattle, estreia sua 12.ª temporada no Brasil, nesta segunda (dia 16), às 21h30, no Canal Sony, disposta a sacudir a poeira, depois da morte do Dr. Derek Shepherd (Patrick Dempsey), também conhecido como McDreamy, marido da protagonista, a Dra. Meredith Grey (Ellen Pompeo).

“Estou muito empolgada porque o tom vai ser mais leve”, disse a criadora da série e produtora superpoderosa Shonda Rhimes, em uma rodada de entrevistas com a imprensa, em Beverly Hills.

“A temporada anterior terminou perguntando se o sol ia nascer novamente. Temos Meredith solteira, novamente, levando uma vida que jamais pensou que ia retomar. Ela vai começar a se questionar se existe uma segunda vida, ou se os melhores anos já passaram.”

A cirurgiã está dando aulas e numa posição de liderança. Muda-se de volta para sua antiga casa, onde divide o teto com sua irmã Meggy (Kelly McCreary) e sua cunhada Amelia (Caterina Scorsone). “Acho que o tema é o renascimento.” Por isso, Shonda considera que se trata de um novo começo para a série. 

Para Ellen Pompeo, é a chance de falar de algo importante. “Muita gente perde seus maridos ou mulheres. E vários acham que jamais vão conseguir se levantar. Contar uma história de como a vida continua depois de algo que parece impossível é algo com que as pessoas vão se identificar. Se formos capazes de dar conforto a pelo menos um espectador, fazer com que sinta um pouco de alegria, já está valendo.” 

A atriz lamenta a saída de Dempsey, mas defende a decisão polêmica de Shonda Rhimes. “Para criar bom drama, grandes coisas precisam acontecer. Flores belas nascem das cinzas, todas as vezes.” Tanto a produtora quanto Pompeo foram taxativas ao negar que Meredith Grey alguma vez tenha sido resumida por seu relacionamento com Shepherd. “No mundo de Shonda, não acho que nenhuma mulher seja definida por um homem”, afirmou a atriz. 

Interpretar a mesma personagem por 12 anos, em 24 episódios de uma hora por temporada, não é fácil. Mas Ellen Pompeo acha a alternativa pior. “Fico aterrorizada de não saber qual meu próximo trabalho”, contou. Mais do que aprender sobre atuação, considera ter tido lições de vida ao trabalhar no seriado. “A jornada é tão incrível que não tenho palavras para descrever”, garantiu. “Porque Shonda Rhimes, obviamente, mudou a paisagem da televisão. E eu fiz parte disso desde o início.”

A produtora não apenas criou as séries que parecem novelas ficarem populares novamente como foi decisiva para o aumento de diversidade na televisão americana, com papéis interessantes para mulheres, negros, homossexuais.

Hoje, o canal americano ABC tem três séries produzidas pela Shondaland, produtora, nas quintas-feiras batizadas de “Thank God it’s Thursday” (graças a Deus é quinta): Scandal, protagonizada por Kerry Washington, Grey’s Anatomy e How to Get Away With Murder, com Viola Davis, vencedora do Emmy de melhor atriz.

Mesmo depois de 12 anos, Grey’s Anatomy ainda alcança quase 9 milhões de espectadores semanalmente. Não à toa, tanto Paul Lee, presidente do ABC Entertainment Group, quanto Rhimes veem a série no ar por muitos anos. 


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