Mutante também ama

'Fase final da trilogia de 'Mutantes', na Record, 'Promessas de Amor' reduz surrealismo

Julia Contier, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2009 | 23h26

Tiago Santiago, pai dos mutantes, resolveu tirar do primeiro plano a trama surreal e investir mais no romance, em sua próxima novela da Record, Promessas de Amor - justamente no momento em que a própria Globo trazia elementos sobrenaturais para suas tramas, como em Negócio da China e em Três Irmãs.

 

"Com Os Mutantes conquistamos um público muito específico, agora queremos ampliar", afirma Santiago. "A ambição parece grande, mas queremos concorrer com Caminho das Índias".

O público fiel de Os Mutantes, no entanto, não ficará desamparado. Eles não sairão da história, só não terão mais tanto destaque - tudo porque na segunda parte da trilogia de Os Mutantes, que acabou na semana passada, o governo promulgou uma lei antimutante, cujo objetivo era prender todos os mutantes.

Malhação

Eles esconderão sua condição geneticamente modificada e serão obrigados a usar seus poderes em segredo no Colégio Novo Ensino, onde vão estudar. Colégio este, aliás, que em muito lembra o ambiente de Malhação, da Rede Globo - ainda mais com a forte presença do núcleo adolescente, liderado por Pedro Malta.

O amor

No começo da trama, Luciano Szafir aparece montado em um cavalo branco, na imperial Petrópolis. A imagem que remete aos contos de fada é proposital. "Queremos dar um tom romântico. Além disso, as histórias, por serem mais humanas, devem gerar maior identificação com o público."

A mocinha a ser salva será Sofia, vivida por Renata Dominguez. Amadeus (Szafir) entra em cena para salvá-la de um violento ataque do ex-namorado, Juan (Vinícius Zinn) e os dois se apaixonam. Já casada e morando no Rio, Sofia começa a ser assediada por Nestor (Léo Rosa), o grande vilão da história, que trama a morte de Amadeus. Secretamente, o galã sobrevive e assume a identidade do empresário Bernardo Cordeiro, fingindo ser o irmão gêmeo de Amadeus.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.