MONALISA LINS/AE
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Morto em 2015, Abujamra ganha homenagem no Sesc Ipiranga

Mostra será a partir dessa quarta, 28, no Sesc Ipiranga, com a exposição Rigor e Caos, que poderá ser vista até 17 de março.

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 06h00

O ator, diretor e apresentador Antonio Abujamra, que morreu em 2015, aos 82 anos, ganha homenagem, a partir dessa quarta, 28, no Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822, tel. 3340-2000), com a exposição Rigor e Caos – Antônio Abujamra, que poderá ser vista até 17 de março. Com curadoria de sua sobrinha, a diretora e produtora Marcia Abujamra, a mostra levará o público a percorrer a vasta carreira do artista, reunindo mais de 200 fotos, vídeos e projeções, material dividido em uma linha do tempo, com uma sala com fotografias, em registros de mais de 80 espetáculos teatrais, sala com vídeo mostrando o lado ator e diretor de Abujamra, televisão e uma sala toda dedicada ao programa Provocações, da TV Cultura.

“O público poderá ver o criador multifacetado que foi Abujamra, artista único no cenário brasileiro, através de suas realizações – espetáculos e programas de televisão que dirigiu e atuou, filmes e novelas em que trabalhou. O importante é que são todos momentos que afirmam uma trajetória a favor do diálogo e do talento exercidos em cena”, afirma a curadora.

Marcia destaca alguns pontos que não devem ser passados despercebidos pelo público. “O vídeo com programas de televisão dirigidos por ele, por exemplo, traz cenas já não exibidas hoje em dia e muito especiais como Maysa – Estudos, programa considerado por muitos como uma obra-prima da televisão brasileira”, conta, enfatizando ainda que esses “são registro de um período de criação da nossa TV, quando artistas de teatro fizeram grandes realizações como o Teleteatro, dirigido por Nydia Licia”. Segundo a curadora, esse material “oferece a oportunidade de ver e ouvir Abujamra falando franca e extensamente sobre sua trajetória e influências”. 

Finalizando, Marcia cita algo que o mestre Abu costumava dizer: “O teatro é a única arte democrática”. 

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