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Morte de José Alfredo é o suspense do dia em 'Império'

Acerto entre pai e filho põe em risco um final feliz na novela das nove

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

13 Março 2015 | 03h00

O Comendador José Alfredo morre ou não morre? Essa é a única pergunta que falta ser respondida no capítulo final de Império, no ar na noite desta sexta-feira, 13. Autor da novela, Aguinaldo Silva já adiantou em detalhes, em seu site, a sequência de tiros que derruba Maurílio (Carmo Dalla Vecchia), morto por José Alfredo (Alexandre Nero), Silviano (Othon Bastos), morto por Josué (Roberto Birindelli), e o próprio comendador, morto pelo filho José Pedro (Caio Blat), que revelou ser seu inimigo, Fabrício Melgaço. Mas, dito tudo, Aguinaldo pergunta: “A morte do Imortal: será mesmo?”

As cenas foram gravadas na madrugada de quarta para quinta-feira. Nero declarou que gostaria que o Comendador morresse, sim. Vê nisso um ato heroico. “As pessoas querem um final feliz, mas acho que a dramaturgia perde com um final feliz”, disse ele na web.

Cristina (Leandra Leal), sequestrada pelo irmão, será o pivô do encontro entre os personagens dessa sequência final. E impedirá que José Pedro se mate, após atirar no pai, para que ele viva com tal remorso. “José Pedro, o filho rejeitado, por ganância e poder, deu cabo da vida do próprio pai. Isso é o que vocês verão na sexta-feira, no final da terceira parte do último capítulo de Império”, anuncia Silva. “Mas ainda haverá uma quarta parte, e então… Será que ele morreu mesmo?”

Império sai de cena com saldo total de 33 pontos de média de audiência na Grande São Paulo. Recuperou parte da plateia perdida por Em Família (30), sua antecessora. Mas, mesmo com toda a repercussão alcançada, não bate ainda a média de Salve Jorge (34,2), por exemplo, novela de menor sucesso que a do Comendador. Isso endossa que a Globo não voltará a ter os números que já teve, por mais bem-sucedido que seja o enredo.

A despedida do comendador vale uma lista de destaques, assegurados pelo bom casamento entre texto, direção (Rogério Gomes) e elenco. Eis alguns: 

-- Cora começou como Marjorie Estiano, virou Drica Moraes na segunda fase e voltou a ser Marjorie, para poupar a saúde de Drica. Absurdo ou não, o fato é que isso não afetou a audiência da novela.

-- Três gays se fizeram distinguir e respeitar, cada um a seu modo: o afetado Téo Pereira (Paulo Betti), o enrustido Cláudio (José Mayer) e “o” Xana (Ailton Graça), que deixou todo mundo na dúvida sobre suas preferências sexuais.

-- Além de Nero, que atraiu todos os holofotes, a novela esbanjou bons coadjuvantes, em todos os núcleos. Nesse time, convém citar Paulo Vilhena e Dani Barros, a Lorraine. Até Viviane Araújo surpreendeu.

NÚMERO

33 pontos foi o saldo da novela no Ibope na Grande São Paulo. São 3 pontos porcentuais a mais que ‘Em Família’, mas de patamar inferior a ‘Salve Jorge’

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