Morte aparente de Juvenal é impossível

Médico diz que dificilmente hoje em dia alguém seria dado como morto tão rápido

O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2008 | 21h43

Mais do que a invasão da Portelinha em Duas Caras, o que público esperou para ver na semana passada foi a cena da "ressurreição" de Juvenal Antena (Antônio Fagundes). O líder da favela levou um tiro e, dado como morto, chegou ser velado, com direito a choradeira da musa do pole dance e viúva de plantão Alzira (Flávia Alessandra). Eis então que Juvenal resolve acordar, do nada, com a explicação que se tratava de uma catalepsia, ou morte aparente, em que os sinais vitais da pessoa ficam tão fracos que é ela é diagnosticada como morta.Segundo o professor de medicina legal da Unifesp, Marco de Almeida, cenas assim raramente acontecem hoje em dia. "Uma pessoa só é dada como morta se estiver sem batimentos cardíacos há 10 minutos, sem respirar e sem circulação", explica o médico."Mas eu mesmo, há 40 anos, fui fazer uma autópsia em um rapaz e achei que o corpo estava quente. Em um exame detalhado descobri que ele estava vivo", conta ele. " Hoje isso seria impossível, mas essa história de morte aparente ainda mexe com a cabeça do público."

Tudo o que sabemos sobre:
novelasDuas Caras

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.