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Morre Maria Thereza Gregori, uma das pioneiras dos programas femininos de televisão

Apresentadora passou pelas emissoras Tupi (1958 a 1971), Bandeirantes (1973 a 1983) e Gazeta (1983)

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2013 | 13h33

Uma das pioneiras dos programas femininos na televisão brasileira, a atriz e apresentadora Maria Thereza Gregori morreu nesta terça-feira (17), aos 87 anos, de ataque cardíaco. O corpo foi velado e enterrado às 11 horas desta quarta (18), no Cemitério São Paulo. Irmã do ex-ministro da Justiça no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, José Gregori, ela comandou o Revista Feminina, criado por Abelardo Figueiredo, em 1958, na TV Tupi. Foi nesse programa que ganhou notoriedade a culinarista Ofélia Anunciatto. O Revista Feminina também lançou Glória Menezes, cuja primeira aparição foi na novela exibida durante o programa, Senhora, baseada na obra de José de Alencar.

Maria Thereza Gregori passou pelas emissoras Tupi (1958 a 1971), Bandeirantes (1973 a 1983) e Gazeta (1983). Com o fim da atração, ficou dois anos afastada, dedicando-se ao seu mercado de trocas de objetos. “Era uma loucura, tinha gente que trocava galinha por dentadura, casa por apartamento”, lembrou ela em uma entrevista à revista IstoÉ Gente, em 2000, durante cobertura do evento dos 50 Anos da TV no Brasil, na Sala São Paulo.

Um dia, Pietro Maria Bardi, que havia sido seu professor de arte, visitou o mercado e ficou fascinado. “Quinze dias depois, estreou a feirinha do Masp com o meu pessoal”, relembrou. Sua última aparição em público foi falando de sua carreira no espetáculo Televisão 60 Anos – O Show, da Pró-TV, no Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em 18 de setembro de 2010.

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