Momento de transição em 'CSI'

Vai ao ar nesta segunda o episódio que apresenta o dr. Langston, papel de Laurence Fishburne

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

29 Março 2009 | 02h06

Laurence Fishburne, na pele do patologista Raymond Langston, encontra Gil Grissom (William Petersen) no episódio que inicia a transição de CSI. Em dois episódios, o público conhece o dr. Langston, que receberá, de Grissom, o convite para ser CSI nível 1. Essa é a última missão de Grissom antes de deixar o laboratório que chefiou por 9 anos. CSI vai ao ar amanhã, às 20 horas, no AXN.

 

Bastão: Grissom (Petersen) e Langston (Fishburne) em cena de 'CSI' 

No set de CSI, em Los Angeles, no intervalo da gravação de seu terceiro episódio, Fishburne falou à imprensa internacional sobre o personagem. O Estado estava lá. "Dr. Langston trabalhava em um hospital. Uma das pessoas de sua equipe era um anjo da morte e ele se culpa por nunca ter sido capaz de desconfiar, mesmo com as evidências", conta o ator. "Então, ele escreve um livro e dá palestras sobre serial killers."

Em uma dessas palestras, Grissom conhece o dr. Langston. "Grissom vai à apresentação para descobrir mais detalhes sobre um crime que investiga e, no curso destes dois episódios, ele oferece a Langston um cargo de CSI nível 1."

Fishburne, na ocasião, pouco sabia sobre seu personagem. "Ainda estou me preparando para o papel. Isso é o bom de TV. Você pode descobrir coisas sobre seu personagem com o tempo." Mesmo assim, ele dá dicas. "Langston descobre um gene que está presente no DNA de serial killers e percebe que também possui esse gene", diz. "Esse é apenas um dos pedaços do personagem. Não se sabe ainda como vai funcionar ou se vai funcionar."

CONVITE SURPRESA

Fishburne ficou sabendo, por meio da imprensa, que seu nome estava na lista dos possíveis substitutos de Grissom - apesar de ninguém tratá-lo como substituto, já que produtores e elenco acreditam que Grissom é insubstituível. "Foi uma surpresa. Estava trabalhando em Nova York, no teatro, quando me perguntaram se era verdadeira a notícia de um jornal em que meu nome e o de John Malkovich estavam cotados para CSI", lembra. "Não sabia nada e quando liguei para meus agentes, me falaram que havia negociação." Só depois, Fishburne foi conversar com os produtores. "Eles me deram alguns episódios para assistir e fiquei impressionado."

O ator diz que só aceitou o papel porque achou que a série combinava com seu perfil. "Assisti aos episódios (como o que Quentin Tarantino dirigiu) e senti que tinha o tom da série", comenta. O que encantou Fishburne foi o roteiro de CSI. "Achei a solução da transição sensacional. A ideia vai além de simplesmente trazer um outro cara para ser o novo chefe. É mais interessante ver esse cara começar de baixo e levar a audiência para esse processo de como ser um CSI. Será muito divertido", garante o ator, que não tem medo da rejeição, uma vez que Grissom é um dos detetives mais queridos da TV nos últimos tempos. "Estaria nervoso, se fosse mais esperto, mas os roteiristas estão fazendo algo muito inteligente no modo de apresentar Langston e acho que o público vai aceitá-lo bem."

DO CINEMA PARA A TELINHA

Fishburne diz que parou de ver TV há 15 anos, pois "não gostava do que via." Hoje, ele assiste, às vezes, a séries como Dexter e 24 Horas. "Não tenho nada contra a TV, fiz novelas, filmes, mas séries, sempre aguardei para quando tivesse mais de 50", fala. "Estou no tempo certo. Tenho 47 anos." E Fishburne reafirma que não é um rebaixamento na carreira. "Não estou fazendo TV porque não tenho trabalho no cinema. Essa é uma grande oportunidade. Estou aqui porque quero, estou feliz e me sinto bem-vindo aqui."

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