'Missão Pet' volta com animais em crise existencial

Na nova temporada, Alexandre Rossi encara bichos mais agressivos

João Fernando, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2014 | 07h00

Treinar um hipopótamo para ser examinado sem anestesia ou tratar de um peru com crise de identidade pode soar como história infantil, mas é o trabalho real de Alexandre Rossi, protagonista do reality Missão Pet, cuja terceira temporada estreia no sábado, 16, às 22h30, no NatGeo. A combinação de habilidades do apresentador não é um mera coincidência. “Eu me formei em zootecnia e fiz mestrado em psicologia. Meu pai é psicanalista e minha mãe bióloga.”

Na estreia, o zootecnista terá de lidar com o agressivo fox terrier Nick, que decepou parte do dedo da funcionária de uma família que até dá presente de Natal para o mascote. “Ele ficou um tempão me atacando. Todo mundo saiu do quintal”, relembra Rossi, que precisou colocar uma focinheira para treinar o animal. A equipe da produtora Dogs Can Fly, que registra as imagens, não corre o mesmo risco que o apresentador. “Eles ficam protegidos com grades ou atrás das janelas. Se alguém for mordido, serei eu.”

A situação de Nick era tão grave que, para dar a ração, os donos amarravam uma corda para puxar o prato, pois temiam ser atacados. A técnica, porém, deixou a situação mais tensa. “Para ele, é como se estivessem roubando a comida. As pessoas corriam e pulavam. Isso estimulou o comportamento ruim dele.” 

Ainda no primeiro episódio, o Dr. Pet, como ele é conhecido por causa do quadro homônimo no Programa Eliana do SBT, precisa resolver a situação de um peru que acredita ser um pavão. Além de atacar as pessoas da fazenda onde é criado, o animal não deixa o pavão chegar perto da pavoa. “Quando o bicho nasce, ele vê o que está em volta e acredita ser daquela mesma espécie”, explicou ao Estado.

Segundo ele, o comportamento agressivo dos animais é uma resposta à ação humana. “Eles acham que vamos machucá-los ou tirar alguma coisa deles”, ensina Rossi, que passou horas ao lado de um hipopótamo criado em cativeiro que precisava passar por um check-up. “É perigoso anestesiar um deles. Se ficar muito tempo caído de lado, isso pode prejudicar os pulmões. Tive de fazer um treino para ele ficar um tempo de boca aberta. Ele ia ganhando confiança”, detalha.

Além dos casos mais escabrosos da nova temporada, o Missão Pet volta com uma mudança da identidade visual. A abertura e as vinhetas mostram o apresentador em uma versão animada criada pelo estúdio Blank_. Quem estará presente novamente é a vira-lata Estopinha, mascote de Rossi, que tem status de estrela entre os fãs do programa. “Ela fica chateada quando não a levo”, conta. A companheira o acompanha nas situações com os animais. “Ela me ajuda. É importante ter um cachorro para provar o outro. Com ela, posso pedir para se movimentar, latir mais alto ou mais baixo, são estímulos que posso controlar.”

Para o zootecnista, o objetivo do reality é melhorar a vida de quem tem bichos de estimação. “Ao contrário de um mágico, que mantém o truque escondido, eu falo tudo mesmo. Minha intenção é tornar disponível o meu conhecimento”, diz. Alexandre Rossi não se importa em passar por momentos de risco com animais perigosos para dar suas lições. “Não adianta ser didático de não houver emoção. Senão, seria como dar aula em uma sala vazia”, compara.

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