Mireille Enos fala sobre o 4º ano de ‘The Killing’

Nova temporada está disponível a partir desta sexta-feira, 1, no Netflix

João Fernando, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2014 | 02h00

Procurar pistas sobre assassinos, mesmo que na ficção, é quase uma maratona para Mireille Enos. “Tem dias em que você chega em casa e parece que foi atropelado por um trem”, diz a protagonista de The Killing, série policial produzida pela emissora norte-americana AMC que o Netflix resolveu bancar a quarta temporada, disponível no site a partir desta sexta-feira, 1º.

Agora, a detetive Sarah Linden e seu companheiro Stephen Holder (Joel Kinnaman) ficarão os seis episódios envolvidos no caso do assassinato de uma família, cujo sobrevivente levou um tiro. “É o pior caso, pois tem a ver com decisões que Linden fez no passado. O filho dessa família é com quem ela fala, mas ele não se lembra do que aconteceu. É uma jornada com emoções. Isso abre a porta do processo pelo qual ela passou.”

Por lidar com crimes escabrosos, Linden já entrou em colapso nas temporadas anteriores, o que interferiu em suas relações pessoais. Segunda a atriz, a situação ficará pior na nova fase da produção. “Ela está errando mais. Sempre teve de lidar com suas emoções obscuras. Mas sempre manteve isso para si, sem deixar os outros verem. Desta vez, ela falha, não consegue se conter”, contou ao Estado, por telefone.

Por mais que o assassinato da família tenha destaque, Mireille acredita que o crime não é o tema principal de The Killing. “Acho que esta temporada é completamente sobre ela. O caso investigado é só uma plataforma para mostrar a história dela. Este ano, vai ser a jornada dela.”

A norte-americana afirma que a trajetória da personagem na nova etapa da trama tem a ver com o que ela imaginava. “Esperava que o fim fosse o mais confuso possível. Só vi o primeiro episódio da nova. Sei, eu estava lá gravando, porém, fiquei pensando: ‘Nossa, ela é muito confusa’”, diverte-se.

A série havia sido cancelada após a terceira temporada. Entretanto, o Netflix, que tinha em seu catálogo as anteriores, financiou a nova, que estreia exclusivamente na internet. “Fiquei muito grata. Seria triste deixar a Sarah e o Holder largados. Eles precisavam de um final digno, de um último capítulo e de um término tranquilo”, analisa Mireille.

The Killing é adaptação da produção dinamarquesa Forbrydelsen, também sobre uma dupla de detetives especialistas em homicídios. “Nunca vi a original”, confessa a atriz. “Tenho filha pequena, não vejo muita TV. Tem muita coisa boa na TV que ainda não vi. Sou fã de Breaking Bad, mas só vi duas temporadas”, entrega.

Em meio a tantas séries policiais e de detetives hoje na TV, ela explica que a sua não é só mais uma na multidão. “Havia uma limitação antes. Em outras séries, a cada episódio, lidavam com casos novos. Agora, sabemos como as pessoas são afetadas pelo crime, como fica a família. A vítima é só um ponto de referência. Sou um pouco responsável por esse formato no qual são mostradas a vítima e as consequências da violência. E também há os efeitos emocionais nos detetives”, gaba-se. 

A atriz vê a trama com outros olhos. “Em vez de ser apenas uma série sobre crimes, é um estudo de personagens em uma história de crime. Para mim, é mais satisfatório explorar o lado emocional dessas pessoas. Ainda bem que existem pessoas que querem e são capazes de fazer. Não me imagino vivendo em um mundo com tanta violência.”

Este ano, Mireille Enos está escalada para rodar o longa independente You Were Never Here, em que interpreta uma artista que fotografa desconhecidos por achar que está sendo perseguida. “Ela é maluca como a Linden , mas de outro jeito, não sabe que é louca”, adianta ela, que acaba de dar à luz Larkin Zouey. Mesmo com um recém-nascido em casa, não quer parar de trabalhar. “Seria bom passar um tempo com meu bebê, mas boas histórias podem surgir.”

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