Minissérie 'Desencontros' conta história de casais que dão voltas para se unir

Produção tem edição clipada e traz no elenco Paulo Vilhena e Thalia Ayala

João Fernando, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2014 | 02h11

O tema de Desencontros é o amor, mas foi na base da amizade que a minissérie, do canal Sony, foi produzida. Sem patrocínio nem financiamento público, o criador Rodrigo Bernardo contou com a camaradagem para contar a história de cinco casais que penam para ficar juntos em episódios semanais, com tramas independentes.

Nascido em Santos, onde a minissérie é ambientada, o diretor recorreu aos conterrâneos para rodar o curta-metragem que dá nome à atração e deu origem aos episódios seguintes. O protagonista é Paulo Vilhena e a música da abertura, Um Dia a Gente se Encontra, foi composta pelo cantor Chorão, da banda Charlie Brown Jr., morto no ano passado. "O primeiro que procurei foi o Paulo, que é da terra. Quanto ao Chorão, eu tinha amizade com ele, a gente era vizinho", conta Bernardo, que rodou cenas em apartamentos de conhecidos.

Para a trilha sonora, que tem composições de Nando Reis e de grupos como Exaltasamba, o diretor santista procurou pessoalmente cada artista. "Os nacionais cederam as canções", revela. Para conseguir incluir Hold On, da banda norte-americana Alabama Shakes, o esforço foi maior. "Montei um clipe e mandei para eles, que gostaram. Então, pagamos um cachê simbólico", relembra ele, que bancou os episódios antes de oferecer a emissoras de TV.

O curta, anunciando pelo canal como uma atração independente da série, conta a história de Lara (Thaila Ayala) e Gael (Paulo Vilhena), que passam por incontáveis desencontros desde a infância, porém, ficam frente a frente quando adultos. "A ideia é um questionamento que sempre tive sobre alma gêmea. Será que existe mesmo?", indaga Bernardo.

Na época das filmagens, os atores formavam um casal de verdade. "Dá para ver a química dos dois, aquele brilho no olho, que foi a parte mais difícil de fazer. A gente já era um casal. Colocar o brilho no olho do primeiro encontro, do primeiro encantamento de quem já se conhece há muito tempo, foi o mais difícil. Mas é a parte mais desafiadora", avalia Thaila.

A atriz, entretanto, garante não ter sentido incômodo ao assistir às cenas com o ex. "Imagina, é uma delícia. Eu e Paulo somos amigos, assisti com o sorriso. É uma coisa que ficou de uma relação bacana", minimiza ela, que fará Maybe a Love Story, longa de Rodrigo Bernardo, rodado no Rio, Canadá e Nova York, onde Thalia fica até setembro para uma temporada de estudos de interpretação e inglês para o filme.

Na nova produção, ela será Kate, uma brasileira que se muda para o exterior. "Acontecem alguns traumas na vida dela, o que faz com que ela abandone tudo no Brasil. Kate encontra o Virgil, um cara extremamente complexo, que vive no mundo dele, em que quase ninguém entra, só o cachorro e a secretária eletrônica. Ela entra e os dois se ajudam", adianta.

Em suas andanças pelos EUA, Thaila foi vista ao lado de James Franco. "Ele é meu amigo há alguns anos", desconversa. A atriz, porém, garante não ter planos de uma carreira internacional. "Não é o caso. Fui para lá para estudar porque sempre quis. Até já fiz teste no Brasil que precisava do inglês. Não foi nada de 'vou para Hollywood'", disse ao Estado.

Efeitos.Desencontros tem uma edição clipada, com trechos em que os personagens aparecem em situações cômicas no meio de cenas dramáticas, além de uma narração. O diretor explica que a função não é ser didático com o espectador. "O narrador é para unir as histórias", diz. Entre as sequências divertidas dos episódios posteriores estão um número musical nas ruas de Santos e a história de um conquistador infalível, cujo segredo é gostar de fazer exercícios cantarolando pagode.

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