Studio Ghibli
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Descubra as histórias por trás de 'Meu Amigo Totoro' e 'O Castelo no Céu', do Studio Ghibli

Segundo a Netflix, sete filmes da produtora japonesa estarão disponíveis na plataforma no início de fevereiro e até abril serão mais quatorze

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 10h00

Com o recente anúncio da Netflix, a lista com as primeiras sete animações japonesas do Studio Ghibli, de Hayao Miyazakideve entrar na plataforma a partir deste sábado, 1º.

Por trás de cada animação, tem um história particular, algumas felizes, outras cheias de controvérsia nos bastidores. No dia 1º de março, chegam mais sete produções na plataforma, e em abril, também no dia 1º, mais sete.

Até lá, descubra curiosidades sobre as animações do Studio Ghibli.

O Castelo no Céu (1986)

Com trinta anos completos em 2016, o primeiro filme a levar o selo Ghibli foi lançado um ano depois da fundação do estúdio de animação japonês. O título original Laputa: Castle in the sky ou Tenkû no shiro Rapyuta foi dirigiado por Miyazaki e conta a história de um lendário castelo flutuante que abriu caminho para o universo mágico do cineasta japonês.Em quase duas horas de filme, a trama narra o vida de dois órfãos, Sheeta e Pazu que se conhecem de uma maneira inusitada: ela caiu de um dirigível enquanto fugia de piratas.  

Meu Amigo Totoro (1988)

Mais conhecido do público brasileiro, Tonari no Totoro, ou ainda, O Meu Vizinho Totoro, resgata as lendas de espíritos das florestas em uma Japão pós-guerra rural. A história que virou um fenômeno no ocidente é inspirada na história do próprio diretor, quando sua mãe ficou hospitalizada por conta de uma grave tuberculose, nos anos 1950. Também não deixa de se inspirar em Alice nos País das Maravilhas, já que Mei persegue um pequeno Totoro - e Alice, um coelho branco - até cair em um buraco. O 'Gatônibus' e seu sorriso maluco lembram o gato Cheshire de Alice.​

O Serviço de Entregas da Kiki (1989)

A simpática bruxinha Kiki e seu gato preto Jiji são os protagonistas de Majo no Takkyubin, no original, lançado em 1989. Inspirado no livro da autora japonesa Eiko Kadono, o filme arrecadou quatro vezes mais que os lançamentos de Meu Amigo Totoro e Túmulo dos Vagalumes. Nos EUA, a animação foi adaptada e lançada pela Disney e chegou a sofrer boicote por um grupo cristão conservador. A associação afirmou que a Disney queria ressucitar a bruxaria com o lançamento da animação. 

Only Yesterday (1991)

Menos popular, Only Yesterday, ou Omoide Poro Poro, no original, é um conto sobre o amadurecimento de uma mulher chamada Taeko. Com uma estrutura não linear, o filme embaralha as memórias da personagem em diferentes momentos de sua vida. Dirigido por Takahata (Túmulo dos Vagalumes), o filme tem um estilo diferente do de Miyazaki (A Viagem de Chihiro). Sem as fantasias e acontecimentos surreais típicos de Miyazaki, o filme de Takahata se volta aos diálogos e ao mergulho psicológico na história da personagem, o que pode não agradar o público infantil.

Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1994)

Dirigido por Miyazaki e com bilheteria de US$ 59 milhhões, o filme é inspirado no mangá Zassou Note, Hikoutei Jidai, sobre a era dos hidroaviões. A animação traz referências à Primeira Guerra Mundial, com a figura de Porco Rosso, em seu Barão Vermelho, e ao fascismo italiano de Mussolini. O nome real do protagonista, Marco Pagot, é uma homenagem aos irmãos Pagot, famosos cartunistas italianos, autores de Calimero, e parceiros de Miyazaki na criação de um anime inspirado em Sherlock Holmes.

Ocean Waves (1993)

Inspirado no mangá homônino, Umi ga Kikoeru (Eu posso ouvir o ocenano) persegue caminho semelhante de mergulhar na simplicidade da vida e tirar dela grandes histórias. Produzida pelo Studio Ghibli, Ocean Waves fez parte de um convite aos jovens funcionários e a tentativa de criar um filme mais barato. Após os divórcio dos pais, Rikako se muda para outro colégio, em uma cidade litorânea. Sem conseguir se integrar, ela conhece os amigos Taku Morisaki e Yutaka Matsuno, e começa a viver um triângulo amoroso com eles. 

Contos de Terramar (2006)

Gedo Senki traz de volta as criaturas mágicas dessa vez com base nos quatro primeiros livros da saga A Wizard of Earthsea, da premiada escritora norte-americana Ursula K. Le Guin. A animação sofreu com críticas e certa confusão em sua criação. Desde o início da carreira, Miyazaki sempre quis dirigir uma versão de Contos de Terramar, mas nunca conseguiu autorização para fazê-lo. Quando o diretor japonês ganhou o Oscar com A Viagem de Chihiro, os caminhos se abriram e ele, enfim, conseguiu permissão da escritora. No entanto, ele já estava envolvido em outro projeto e indicou seu filho Goro Miyazaki para dirigir o anime, o que não foi bem recebido pelo público e da escritora que declarou, na época: "Não é meu livro. É seu filme. É um bom filme."

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