Mas... crítico de BBB?

No blog No Paredão, Ricardo Freire chama o Big Brother de novela e atura os leitores cri-cris

O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2009 | 22h41

Publicitário, cronista e "turista profissional", Ricardo Freire ganhou em janeiro uma nova profissão: a de crítico de Big Brother Brasil. Com o blog No Paredão (http://blog.estadao.com.br/blog/noparedao) dentro do site do Estado, ele analisa a atração como um folhetim novelístico. E já aguenta comentários furiosos daqueles que amam odiar o reality show mais popular da TV.Esta edição está mais chocha ou é impressão nossa?(Risos) É impressão. Big Brother demora para engrenar: o primeiro mês serve para eliminar os figurantes e, eventualmente, um candidato a protagonista. Isso não aconteceu esse ano, graças aos paredões triplos. Quem está aparecendo mais é a direção, que tenta resgatar o aspecto do confinamento. Dá-lhe casa de vidro, muro e quarto branco! Por que você não assina o pay-per-view?Além de ser um porre de assistir, ele tira toda a graça da edição oficial. Podem manipular à vontade, desde que editem um bom programa. Você está sendo muito sacaneado após virar crítico de BBB?É uma desculpa oficial para eu assistir : "Pessoal, tô indo, tenho que trabalhar!" Acho graça da crítica "séria" ao BBB, porque, em sua imensa maioria, é feita por quem não o assiste. Não se critica o programa, mas sua intrusão no noticiário, no intervalo comercial, no papo dos colegas de trabalho... Qual é o seu BBB preferido?Cheguei à conclusão rigorosamente científica de que só as edições ímpares prestam (risos). Meu favorito é o cinco: muito bonito ver a afirmação de Jean, o primeiro personagem gay a protagonizar uma novela em TV aberta no horário nobre. Mas a edição mais engraçada foi a sete, com um fantástico elenco de vilões sem-noção (Caubói & Cia) e o melhor par romântico da TV dos últimos anos: Alemão e Íris - foi bom enquanto durou a ficção.Quem ganha neste ano?Acho Ana Carolina, a loira superespontânea, e Flávio, o nerd boa-praça, os personagens mais gostáveis. Mas aquele com mais profundidade é o Ton, um vilão perspicaz, que não é ressentido, como o Caubói, nem troglodita, como o fatídico Doutor Gê.

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