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'Marte' aposta na conquista real do planeta vermelho

Série dirigida pelo mexicano Everardo Gout tem pré-estreia hoje no NatGeo Play e entra no ar no dia 13

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

05 Novembro 2016 | 17h00

Nós vamos para Marte e vai ser mais cedo do que se espera. É isso que quer mostrar a série Marte, que tem pré-estreia exclusiva no NatGeo Play neste domingo (6) e entra no ar oficialmente no canal no domingo (13), às 23h. “Vai ser na sua geração, não na geração de seus filhos”, disse o jornalista Stephen Petranek, autor do livro How We’ll Live on Mars (Como Viveremos em Marte), em que a série se baseia. Com produção de Ron Howard e Brian Grazer, entre outros, e direção do mexicano Everardo Gout, seus seis episódios são uma mistura de documentário e ficção totalmente baseada em fatos científicos. Tudo começou com a ideia de fazer um documentário sobre a Space X, de Elon Musk, que anunciou em setembro seus planos para a colonização do Planeta Vermelho. “Logo ficou claro que, se quiséssemos dizer por que é importante ir para Marte, tínhamos de levar o espectador até lá”, disse o produtor Justin Wilkes. “A colonização de Marte vai acontecer. Mas tudo o que vimos até agora sempre foi ficção científica. Pensamos: podemos fazer uma realidade científica”.

A costura entre documentário e ficção é feita de maneira bem clara. Em 2033, a data em que se espera realmente que ocorra a primeira viagem, uma equipe de seis astronautas – o americano Ben Sawyer (Ben Cotton), a coreana Hana Seung (Jihae), o espanhol Javier Delgado (Alberto Ammann), a francesa Amelie Durand (Clementine Poidatz), a russa Marta Kamen (Anamaria Marinca) e o nigeriano Robert Foucault (Sammi Rotibi) – é enviada na primeira missão tripulada a Marte, com o objetivo de implantar uma base de operações. As cenas da chegada e das dificuldades encontradas são alternadas com uma viagem ao passado, a 2016, onde físicos, engenheiros, agências espaciais e empresários como Elon Musk estão arquitetando aquela primeira viagem. Uma série de especialistas fala sobre os desafios do projeto, em entrevistas reais. “Queremos fornecer respostas para perguntas como: O que acontece quando você pousa? O que acontece se você não pousa onde deveria? E também mostrar cada passo e a solução dos problemas que aparecem”, disse Wilkes. Outras vão continuar sem solução, simplesmente porque ninguém sabe. “Se existe vida ou existiu vida em Marte ainda é uma questão em aberto”, explicou o Dr. Robert D. Braun, professor de tecnologia espacial no Georgia Institute of Technology e consultor da série.

A tecnologia para colocar o homem em Marte existe há pelo menos 30 anos. “Mas realmente levar adiante o projeto tem a ver com vontade global, dinheiro e risco”, disse Braun. “Esta é uma exploração pioneira. E isso implica muito mais risco do que nossa sociedade é capaz de apoiar. E nós vamos a Marte como sociedade, como globo, faremos juntos. Não consigo imaginar um feito de engenharia mais incrível do que este.” Na série, as agências espaciais do mundo se juntam a empresários para fazer a missão acontecer – daí o aspecto multicultural e multirracial do elenco. Mas qual a razão de irmos até Marte? “Acreditamos que a exploração é uma grande aventura. Mas é na verdade um mecanismo de sobrevivência inscrito no DNA da espécie”, afirmou Petranek. “A verdade é que nós vamos ser engolidos por nosso próprio Sol, ou um meteoro vai nos atingir, e a humanidade vai deixar de existir. Indo a Marte, isso não acontece. Precisamos chegar a Marte primeiro e ir além para os humanos poderem existir.” Para Braun, a explicação é bem simples: “Existe seguro de carro, de vida. Este é um seguro de sobrevivência”.

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