Pedro Dimitrow
Pedro Dimitrow

Marco Luque vai entrar no elenco da 'Escolinha do Professor Raimundo'

Humorista que também integra o programa 'Altas Horas' fala sobre a carreira e o sucesso na TV

Entrevista com

Marco Luque

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2017 | 06h00

Os dias do paulistano Marco Luque andam realmente agitados, com agenda cheia. Além de estar presente com seus personagens no programa Altas Horas, aos sábados na Globo, ele acaba de apresentar seu show Tamo Junto!, nos Estados Unidos. E volta para encarar mais um desafio: integrar o elenco da Escolinha do Professor Raimundo, vivendo o Nerso da Capitinga. Em entrevista ao Estado, fala sobre humor, CQC, internet, entre outros assuntos.

Estar no Altas Horas, na Globo, é alcançar um objetivo?

Sempre sonhei em atingir o maior número de pessoas com o meu trabalho. Venho trabalhando muito e me dedicando bastante para atingir esse objetivo, pois sempre foi um desejo levar meu humor para alegrar e divertir a vida das pessoas. A TV é um meio que me proporciona isso, me ajuda a propagar meu trabalho para um número muito maior de pessoas. Hoje, estou muito feliz no Altas Horas, a equipe faz me sentir em casa. Está sendo uma experiência enriquecedora e só tenho a agradecer.

 

Como é essa interação direta com um público jovem no Altas Horas. É complicada?

Não, longe disso. Eles sempre são muito receptivos comigo, a abordagem é maravilhosa. É bacana essa troca, é uma relação de carinho e reconhecimento, que me deixa feliz e isso se reflete nas redes sociais.

Fazer humor hoje em dia é mais complicado, ficando limitado pelo politicamente correto?

Não acredito que limite. Acredito que, independentemente da época, temos que ter o discernimento nas piadas. É preciso ter em mente o que estamos falando e com quem estamos falando. Sempre procuro me policiar, acho isso extremamente necessário. O respeito deve estar acima de tudo. 

A linguagem muda muito do teatro para a TV?

Não muito. Acho que em cada lugar conseguimos explorar detalhes típicos do meio, mas a linguagem no geral permanece a mesma. No Altas Horas principalmente, já que há uma plateia muito parecida com a do teatro, portanto, a reação é instantânea. 

Que projetos tem pela frente? Fazer cinema? 

Vou sim, na verdade até já filmei. Estarei em dois longas a serem lançados ainda este ano: Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Bernardo, e O Homem Perfeito, de Marcus Baldini, em que contraceno com Luana Piovani, Juliana Paiva e Sergio Guizé. Adorei fazer cinema e estou ansioso para ver a reação do público. Além disso, no ano passado, tive uma experiência muito bacana na dublagem, eu diria até mágica. Eu dublei o personagem Salaminho na animação Mortadelo & Salaminho - Em Missão Inacreditável, uma adaptação dos personagens em quadrinhos criados pelo espanhol Francisco Ibáñez; e no longa Cegonhas - A História que Não te Contaram, no qual dublei o Pombo Luke. Adorei a experiência.

O CQC foi um marco na sua carreira, abriu portas?

Sim, com certeza. Foram 8 anos de programa, em que aprendi muito como pessoa e como profissional. O CQC trouxe um diferencial para a TV ao abordar temas políticos e sociais muito importantes de uma forma branda. Este fator marcou a TV e mostrou a importância do humor de fato, ou seja, de promover reflexões, críticas na população. Além disso, fiz amigos incríveis.

Concorda que no humor vale tudo, mesmo mexendo com detalhes sensíveis das pessoas?

Acho que tudo tem que ser moderado e muito bem pensado. A base é o respeito ao próximo. Sempre procuro ter isso em mente, pois é um valor do qual não abro mão. Com respeito à igualdade dos gêneros, à diversidade dos povos, enfim, tendo isso em mente é o mais importante. Minhas piadas geralmente são baseadas no cotidiano das pessoas, por isso, elas se identificam mais e a risada surge solta. 

O Serumaninho foi um momento especial e ainda repercute pela internet. Foi um lance de sorte?

Em parte, sim. Aconteceu quando eu estava em uma gravação. Eu apenas mexi com o cãozinho que se aproximava e alguém gravou e caiu na rede. Mas foi uma surpresa muito feliz, porque eu não esperava tamanha repercussão. Hoje a abordagem é maravilhosa, além do fato de que este acontecimento só acrescentou no meu personagem, só somou.

Você segue um roteiro no programa ou pode improvisar?

Temos um roteiro, mas na hora eu improviso sim, até por conta da interação e conversa com os convidados do programa. É muito bom ter esta oportunidade de criar e improvisar.

Como será sua participação na Escolinha do Professor Raimundo, é um novo teste para você?

Foi uma surpresa muito boa e estou muito feliz com mais essa conquista na minha carreira. Ter a oportunidade de fazer parte do grande elenco da Escolinha e ainda poder homenagear o Nerso da Capitinga, brilhantemente interpretado pelo querido Pedro Bismarck, não tem preço. O Nerso é diferente de tudo que já fiz, já que tenho que interpretar um personagem que já existia e que tem uma bagagem gigantesca. É uma honra e estou muito ansioso para a estreia. 

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