Maquiador revela os segredos dos defuntos

Em apresentação para jornalistas, repórter francês vira cobaia para receber os hematomas

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 22h31

Quem assiste à CSI não imagina que cada ferida nos cadáveres, que abrem quase todos os episódios, é cuidadosamente pensada. O especialista em efeitos especiais Clinton Wayne é o artista responsável pelos mortos de CSI há cinco anos e, no estúdio da série, em Los Angeles, fez uma demonstração de seu trabalho para uma plateia de cerca de 30 jornalistas, que interrompiam a performance com expressões de nojo e susto.   Veja também: Os últimos passos de Gil GrissomEle será motivo de piadaEstúdio possui equipamento de US$ 2 mi   O espetáculo começa com a escolha do "ator", um repórter francês, conhecido da plateia. Wayne logo avisa: "Faço as maquiagens em atores e também em corpos falsos. Prefiro os corpos de mentira. Eles são mais fáceis, já que não reclamam!" Recado dado, o francês ficou quieto, enquanto seu pescoço era preparado para uma facada profunda. O primeiro acessório é o látex. Os maquiadores possuem reprodução em látex dos diferentes tipos de ferimentos. O molde que Wayne cola no francês causa arrepios, pois cobre o pescoço, na horizontal, de um lado ao outro. Chega a hora de cobrir a ferida com sangue. Wayne explica que há dez tonalidades diferentes de sangue. "Depende de onde está o ferimento." No repórter francês, ele usa um gel e depois uma coloração vermelha em tom escuro. "É o sangue coagulado." A plateia ri de nervoso, torce o nariz, mostra a língua. Outro pincel mergulha em um pote vermelho mais claro. Wayne colore a parte externa da ferida. "Agora, o toque final", diz Wayne, meio sádico. E passa pancake ao redor do molde para deixá-lo com a cor da pele do francês. Infelizmente, não é permitido colocar a foto aqui, mas o trabalho é tão impressionante que a plateia não aguenta: "Urgh!" Quando todos achavam que a demonstração havia acabado, Wayne se empolga. "Vamos fazer uns tiros", fala. O francês agora tinha mais dois moldes em látex na testa, que simulavam buracos de balas. Enquanto Wayne trabalhava, falava de seus mortos memoráveis. Um deles está nesta 9ª temporada, no episódio 19 Down, que inicia a transição de CSI. É o corpo encontrado dentro de um saco de lixo. "Esses casos de decomposição são os mais difíceis."

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