Antonio Chahestian/Divulgação
Antonio Chahestian/Divulgação

Making of: Vai Dar Namoro

Julietas exigentes e Romeus de ocasião no divertido quadro de Rodrigo Faro

Alline Dauroiz

03 de abril de 2010 | 16h00

Munidas de um "kit paquera" - com duas opções de roupas provocantes, salto altíssimo, perfume e balas de hortelã -, meninas entre 18 e 21 anos chegam à sede da Record, na Barra Funda, às 9 horas de uma terça-feira, com a ansiedade típica de um primeiro encontro e a esperança de terminarem a noite acompanhadas. Tratam-se das participantes do Vai Dar Namoro, quadro do programa Melhor do Brasil que levanta a audiência da emissora, com distribuição de beijões e micagens do apresentador, Rodrigo Faro.

 

Com 14 pontos de média no Ibope, o quadro atinge picos de 16 pontos e concorre com o Jornal Nacional e a novela das 9 da Globo, sem perder participação nos televisores ligados.

 

Como a gravação só ocorre às 20 horas, as meninas têm tempo de sobra para se conhecer e logo trocam expectativas - bem exigentes - sobre os pretendentes. "Não pode ser feio, convencido, mão de vaca, ter cara de tarado ou dançar axé", enumeram. Na lista de requisitos também estão profissão e escolaridade. "Vim para arranjar um militar, mas não tem problema se for engenheiro, arquiteto ou médico", diz a estudante Caroline Aldano, escondendo a verdade na brincadeira.

 

Enquanto elas escolhem o figurino, que pode ser emprestado pela produção, fazem maquiagem e têm o cabelo pintado, hidratado e encaracolado ou chapinhado por uma marca que faz merchandising no programa, os meninos ficam confinados em outro camarim. De fato, os casais inscritos pela internet só se veem na gravação.

 

Eles, entre 18 e 26 anos, chegam por volta das 12 horas e só têm uma exigência: a pretendente tem de ser "bonitinha". "Se bem que meu pai disse para eu beijar mesmo se menina for feinha, pra não pegar mal", brinca um dos Romeus de ocasião.

 

Dar o troco na ex é o que levou quatro dos sete rapazes que participam do programa que vai ao ar no próximo sábado a buscar namorada na TV. "Quero que ela veja o que perdeu", diz um deles.

 

No palco, as moças podem escolher entre motoboy, segurança e até professor de axé. Mas, na hora do show, pouco importa. O que vale é ter o poder de esnobar e não ficar sozinha, nem que seja para negar o beijão e escutar o coro da plateia: "Só veio arrumar o cabelo, só veio arrumar o cabelo’!"

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