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Mãezona, Lilia Cabral aprende a ser Griselda

Atriz conta que aprendeu a trocar pneu com sua personagem de 'Fina Estampa'

Aline Nunes - Jornal da Tarde,

07 de dezembro de 2011 | 09h49

A perua Tereza Cristina (Christiane Torloni) vai descer do salto em Fina Estampa. É chegada a hora, enfim, de uma nova milionária reinar na novela das 9 da Globo. Uma mulher de fibra que, segundo o sambista Zeca Pagodinho, 'partiu de Portugal/e veio pra vencer/Faz serviço braçal.' O Nome Dela é Griselda é composição de Pagodinho feita para a trilha do folhetim e a define como guerreira. Mas o Pereirão de Lilia Cabral não é só isso, e passou por uma tremenda reviravolta.

 

Grana no banco, ela já tem. Mudança no visual, ela já fez. Mas uma nova revolução está por vir. No capítulo desta quinta-feira, 8, Griselda vai flagrar a dondoca na cama com o ex-marido Pereirinha (José Mayer). Será o início da derrocada de Tereza Cristina - e de mais mudanças. Com o luso Guaracy (Paulo Rocha) dispensado, o clima vai esquentar com Renê (Dalton Vigh). Ao JT, a paulistana Lilia Cabral, de 54 anos, fala das semelhanças com a heroína, de seus 37 anos de Globo e de como aprendeu a trocar o pneu do carro.

Você diz que gosta de estudar em casa, de manhã. Como têm sido as leituras de Griselda?

 

Acordo todos os dias por volta de 6 horas. Tomo meu café e vou para meu escritório estudar. Fico ali, sozinha, passando o texto até aproximadamente 10h30, quando o carro da produção vem me buscar. É engraçado porque eu fico falando alto as falas da Griselda e, vira e mexe, as pessoas que trabalham aqui em casa me chamam, achando que estou falando com elas.

Até agora, o que aprendeu com a Griselda?

 

No aspecto da ética e dos valores, somos muito parecidas. Prezo muito a amizade, as relações entre as pessoas, o respeito e a honestidade. Também tenho esse lado família dela e o valorizo muito. Com a Griselda, aprendi a trocar pneu de carro. Antes, eu não sabia, mas precisei treinar para gravar uma cena. Agora, já não passo mais sufoco (risos).

 

Griselda abre mão de seus interesses em nome da família. De alguma maneira, você já se viu nessa situação?

 

Sim. Quando decidi me lançar à carreira de atriz, eu morava com os meus pais em São Paulo. Eles não queriam que eu seguisse a profissão, mas eu precisava escutar a minha intuição. Então, durante um teste no Rio de Janeiro, decidi ficar na cidade e não voltei mais para a casa dos meus pais.

 

E, nessa opção, se passaram mais de 30 anos na TV, não é?

 

Na Rede Globo, estou há 37 anos. Já pensou? É uma vida inteira.

 

Você é filha de portuguesa. Vê alguma semelhança entre a personalidade dela e a da Griselda?

 

Encontro semelhanças entre a Griselda e a minha avó, que era uma mulher forte, decidida. Ela chegou da Itália sem nada, com uma mão na frente e a outra atrás, e conseguiu vencer e criar seus filhos com dignidade.

 

Por falar nisso, o Aguinaldo (Silva, autor de ‘Fina Estampa’) disse que agora que Griselda montou a loja, ela passará por uma transformação. O que espera dessa nova fase?

 

Olha, eu adoro receber os novos capítulos e me delicio com as novidades em relação à minha personagem. O Aguinaldo tem uma criatividade incrível. Ele realmente tem o dom de escrever. Então, acredito muito no trabalho dele.

 

Você acha que ela se transformaria numa Tereza Cristina?

 

Não. A Griselda tem os valores dela. Dificilmente, ela mudaria.

Você se assiste na novela?

 

Como eu saio tarde das gravações, não assisto no ar. Então, aproveito o caminho enquanto vou cedo ao Projac (estúdios da Globo) para ver pela internet, pelo tablet.

 

Entre tantos trabalhos, qual personagem acha que marcou mais?

 

A Martha, de Páginas da Vida (2006). O personagem repercutiu muito, as pessoas me abordavam muito na rua.

 

É mãezona como a Griselda?

 

Sou muito mãezona. Minha relação com a Giulia (sua filha de 14 anos) é a melhor possível. Sempre fui próxima e faço questão, mesmo trabalhando tanto, de acompanhar o dia a dia dela. Não é para monitorar, é para ela sentir que a mãe se interessa por ela. Conversamos muito, mas acho que existem coisas que se conta para a mãe e outras, para as amigas, né? ::

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