Má notícia aos hipocondríacos

Fim de ER traz cotidiano do hospital sem apelo, marca dos 15 anos da série que elevou o gênero

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2009 | 01h17

A saga dos 15 anos de ER pode ser resumida com a história de John Carter (Noah Wyle). De estagiário meio boboca a dono de uma clínica, Carter é o personagem que esteve por mais tempo no drama que revolucionou o gênero médico na telinha. O 22º episódio que encerra a derradeira 15ª temporada só poderia mostrar o progresso de Carter que, mesmo afastado do pronto-socorro mais famoso de Chicago, por dois anos, ajuda os médicos a encarar mais um plantão.

 

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Inicialmente pensado para ser um longa-metragem, o projeto de Steven Spielberg e Michael Crichton - mesma dupla da trilogia Parque dos Dinossauros - virou série e, em seu início, conseguiu uma audiência que a NBC não via desde As Panteras. Coincidência ou não, ER termina no mesmo ano da morte de Crichton e com um enredo que lembra bastante o piloto da série, Day One, que foi ao ar em 1994.

Para quem não se lembra, tudo começa às 6h30 da manhã, com dr. Mark Greene (Anthony Edwards) sendo acordado para um plantão de 24 horas. Seu primeiro paciente é outro médico, Doug Ross - personagem que levou George Clooney ao estrelato -, que chega ao hospital bêbado.

Em duas horas de programa, o público acompanha a rotina do pronto-socorro até as 6h30 da manhã seguinte. O realismo dos casos, o sangue, as tragédias e as alegrias de salvar ou não vidas, aliados ao que tudo isso gera internamente em cada um dos personagens, criou tensão no público que viciou na série. Não à toa, ER atingiu a marca de 15 temporadas - hoje superada apenas por Law & Order, em sua 19ª temporada.

Quem espera um desfecho melodramático vai se dar mal. O 22º episódio, And in the End..., mostra um plantão como outro qualquer, com a diferença de que a turma das antigas está reunida para a inauguração da clínica de Carter. Susan Lewis (Sherry Stringfield), Peter Benton (Eriq La Salle) - que dirigiu episódios da série após sua saída -, Elizabeth Corday (Alex Kingston) e a ex-chefe Kerry Weaver (Laura Innes) se reúnem para relembrar o passado, acompanhados pela filha de dr. Greene. O capítulo, de duas horas, não dá folga na tensão nem nas tristezas. Fim clássico, típico de ER.

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