Lucy Liu, a Watson de saias, rouba a cena em ‘Elementary’

Lucy Liu, a Watson de saias, rouba a cena em ‘Elementary’

Atriz diz que não haverá romance entre sua personagem e Sherlock na série inspirada em Sir Arthur Conan Doyle

Mariane Morisawa - Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2013 | 19h56

Robert Doherty não teve medo de tomar suas liberdades ao criar sua versão televisiva para as histórias do brilhante detetive Sherlock Holmes. Na bem-sucedida série norte-americana Elementary, uma das principais mudanças no esqueleto da história é o papel do parceiro do investigador, Watson, que aqui transformou-se em mulher e é interpretada por Lucy Liu.

Normalmente rodada em Nova York, a série, que é exibida no Brasil pelo canal pago Universal Channel, começou o segundo ano justamente em Londres – não a de Sir Arthur Conan Doyle, mas a dos dias atuais. Lucy Liu conta que levar a produção para a Inglaterra foi um movimento ousado. “Não tivemos tempo nenhum de preparação durante as gravações, porque filmamos a primeira temporada durante dez meses”, explicou a atriz durante conversa com a imprensa em Nova York. “No final, não falávamos coisa com coisa. A gente teve algumas semanas de folga e já precisamos preparar as malas para ir a Londres.”

Fãs da série podem notar algo a mais na relação entre Watson e Sherlock (vivido por Jonny Lee Miller), que tem se estreitado – ele até batizou uma nova espécie de abelha com o nome da companheira. Mas Lucy garante que as coisas vão ficar por aí. “O relacionamento dos dois tem muitas camadas. Há tensão por causa da maneira como ele investiga os casos e lida com as pessoas. Mas Rob (Doherty) faz questão de dizer que não vai passar disso.”

Na verdade, é bem provável que a Dra. Joan Watson tenha alguns encontros com outros homens durante os próximos capítulos. “Ela não é tão obcecada pelo trabalho, gosta mais da humanidade que o Sherlock, então deve rolar alguma coisa sim”, promete a atriz.

Watson começou a história como uma espécie de babá de Sherlock Holmes, contratada para garantir sua sobriedade – ele mergulhou nas drogas e quase se autodestruiu antes de conhecê-la. “Aos poucos, ela está se tornando uma parceira de investigações. Mas vai ser devagar, queremos que seja uma progressão natural. Joan nunca vai ser tão inteligente quanto ele, não vai virar outro Sherlock.”

Houve episódios, porém, em que ela levou quase sozinha uma investigação. Para a atriz, conhecida pelas participações em filmes de ação como As Panteras (2000) e Kill Bill (2003), é uma oportunidade e tanto. “Nos testes para alguns projetos, o ator sempre precisa ir com um monólogo memorizado. Sempre escolhi monólogos masculinos, por serem mais interessantes”, contou. “Na televisão, porém, as mulheres têm a chance de mostrar a que veio”, completou, provocando risos. Não é à toa que atrizes como ela, Jessica Lange e Kathy Bates têm migrado para a telinha.

Sherlock Holmes teve algumas belas surpresas no final da primeira temporada com a volta de Irene Adler (Natalie Dormer), que ele acreditava estar morta, e o ressurgimento do arquivilão Moriarty. Mas isso não bastará para emendar o detetive. A promessa para a segunda temporada é um Sherlock cada vez mais difícil de lidar, algo que causará desespero no paciente Capitão Thomas Gregson, vivido por Aidan Quinn. “Meu personagem entra em muita confusão com outros detetives e com seus superiores por causa de Holmes, mas ele sabe com quem está lidando e acha que vale a pena”, disse.

 

 

 

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