Divulgação
Divulgação

Lou Diamond Phillips fala da nova temporada de 'Longmire'

Ator comenta ainda o filme '33', em que atuou ao lado de Rodrigo Santoro

João Fernando, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2014 | 03h00

O physique du rôle versátil de Lou Diamond Phillips, o eterno Ritchie Valens de La Bamba (1987), já possibilitou ao ator interpretar tipos de diferentes países e continentes. Na pele de Henry, descendente de uma tribo indígena dos EUA, na segunda temporada da série Longmire, que estreia sábado, às 20 horas, no A&E, o artista garante que o personagem não é só mais um repetição em sua carreira.

"Eu sou uma mistura étnica. Sou filipino, mas tenho ascendência, irlandesa, escocesa e turca. Na minha carreira, representei muitas comunidades. Já fiz porto-riquenho, cubano, boliviano e acabei de fazer um chileno. Já fiz uns 12 norte-americanos nativos. E cada um era de um jeito. Não é só fazer um índio, isso é muito genérico. Encontrei o chefe da tribo. Se estou representando uma cultura na tela, estou introduzindo isso a um público grande. Eu tenho essa responsabilidade e preciso ser respeitoso", defende.

Antes de encarar Henry, que tem ligações com comunidades indígenas na série, ele passou um tempo com descendentes da tribo. "Senti a necessidade de ficar próximo da nação Cheyenne (que se concentra na região central e na fronteira dos EUA e Canadá). Tive inspiração. Após alguns dias, fiquei conhecendo a relação deles com a terra e como vivem hoje. Não é porque interpretei outros tipos de nativos, mas cada comunidade é de um jeito e eu queria ser específico", reforça.

Na trama, baseada na obra de Craig Johnson, Lou Diamond encarna o dono de um bar e braço direito de Walt Longmire (Robert Taylor), xerife de uma pequena cidade no isolado estado de Wyoming. Além de resolver os crimes da cidade, o policial protagonista tenta reconstruir a vida após a morte de sua mulher. Entre suas dores de cabeça diárias está a relação complicada com a filha, Cady (Cassidy Freeman), que se envolveu com Branch (Bailey Chase), seu assistente e oponente.

A nova temporada vai mostrar Walt Longmire na luta para se reeleger em seu cargo enquanto sofre acusação pelo assassinato do homem que matou sua mulher. "Nesta temporada, também conhecemos o Henry melhor. Nos livros, a relação dele com o Walt é forte, quase um bromance (relação próxima de personagens masculinos). Você entende por que ele é leal ao Walt, como ele era próximo à mulher e filha dele.

Em breve, o ator será visto novamente nos cinemas. Ele está em 33, que narra a trajetória dos homens que passaram dias presos em uma mina terrestre no Chile, em 2010. No longa, ele interpreta Don Lucho, que liderou os mineiros e organizou a distribuição de mantimentos. "Essa história é sobre as famílias e a fé. Don Lucho é um dos papéis mais desafiadores que fiz. Na vida real, ele deixou a liderança. Vamos mostrar o motivo."

Tiete. Na produção, há atores como Juliette Binoche e Cote de Pablo, recém saída da série NCIS. "Representamos toda a América Latina e Europa no elenco. É a prova de que é uma história global, que o mundo todo ficou ligado", define Lou Diamond, que ficou admirado ao ter Antonio Banderas como colega. "Ele é o que você vê. É, definitivamente, um líder no set. Entendo porque todas as mulheres se apaixonam, ele é maravilhoso. Foi a primeira vez em que trabalhamos juntos."

O filipino também atuou ao lado de Rodrigo Santoro no filme. "Só tive uma cena, queria ter tido mais outras com ele", lamenta. Para o longa, precisou mudar a aparência. "O filme foi um desafio não só na atuação, mas de esforço físico. Ficamos dois meses em minas na Colômbia, trabalhando 15 horas por dia. Tive de fazer dieta, emagreci 18kg em três semanas. Foi um comprometimento total."

Tudo o que sabemos sobre:
Série de TV

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.